Análise do Delegado sobre o Caso Trágico
A mãe do menino de 4 anos que faleceu em Caruaru, Pernambuco, em decorrência de violência sexual e agressões físicas, apresenta um comportamento que o delegado Eric Costa, da 20ª Delegacia de Homicídios, descreveu como “frieza”. Segundo o delegado, a mulher demonstrou mais preocupação com a possibilidade de prisão do padrasto, principal suspeito, do que com a morte do próprio filho.
O padrasto está detido preventivamente desde a última quinta-feira (8) e é considerado o principal responsável pela morte da criança. A Polícia Civil informou que a mãe mantinha um relacionamento de aproximadamente quatro anos com o suspeito e possui outros oito filhos. De acordo com as autoridades, as crianças foram encaminhadas ao Conselho Tutelar para proteção, enquanto um inquérito foi aberto para investigar possíveis casos de maus-tratos, como falta de higiene e alimentação.
Em depoimentos, o delegado revelou que, inicialmente, a mãe tentava proteger o companheiro após a suspeita de abuso sexual. Com o decorrer das investigações, ela acabou compartilhando detalhes que levantaram indícios sobre o comportamento violento do padrasto em relação ao menino.
O depoimento da mãe se soma ao relato feito por uma das filhas, que afirmou ter testemunhado o momento em que o menino foi agredido. Segundo informações coletadas durante a investigação, a criança foi ferida repetidamente e arremessada contra um sofá, o que pode ter causado um traumatismo craniano fatal.
A tragédia ocorreu no dia 29 de novembro de 2025, quando o menino foi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro Santa Rosa. Inicialmente, os responsáveis informaram que ele havia caído do berço, declaração que despertou desconfiança na equipe médica. As investigações policiais logo indicaram que a morte resultou de agressões, especificamente um traumatismo craniano.
O suspeito foi preso por determinação da Vara do Tribunal do Júri de Caruaru e, nesta sexta-feira (9), passou por uma audiência de custódia. As investigações continuam em andamento para verificar se houve envolvimento da mãe nos crimes que resultaram na morte do menino.

