Análise do Cenário Político na Venezuela
A situação na Venezuela apresenta desafios complexos e significativos. Para que os esforços políticos e econômicos liderados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos 79 anos, junto à presidente interina Delcy Rodriguez, de 56, sejam eficazes, será crucial garantir recursos financeiros suficientes. Isso se torna ainda mais evidente ao considerarmos a necessidade de cumprir os pagamentos dos funcionários públicos, notadamente os 115 mil integrantes das Forças Armadas, incluindo cerca de 2 mil generais, que ocupam posições chave tanto na administração pública quanto em empresas estatais. O petróleo, que responde por 33% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e financia mais de 50% das despesas do governo, é a principal fonte de receita. Recentemente, forças navais dos EUA confiscou cinco petroleiros e os trasferiu para portos americanos. Trump afirmou que o óleo venezuelano será comercializado pelos EUA, com os lucros revertidos para melhorias na vida dos venezuelanos. O secretário de Estado, Marco Rubio, de 58 anos, anunciou um plano em três pontos voltados à recuperação do país: estabilização política, revitalização econômica e uma transição de poder, embora sem detalhes adicionais. Vamos aprofundar essa discussão.
É fundamental fornecer um contexto robusto para compreender a gravidade da situação. No dia 3 de janeiro, tropas americanas realizaram uma operação no território venezuelano, resultando em confrontos com a guarda pessoal do presidente Nicolás Maduro, de 63 anos, e da primeira-dama, Célia Flores, de 69. O desfecho dessa ação foi a captura do casal, que agora enfrenta acusações de tráfico de drogas e outros crimes nos Estados Unidos. Maduro, sucessor de Hugo Chávez (1954 – 2013), que implementou a Revolução Bolivariana e foi um crítico contundente das políticas neoliberais, solidificou a ditadura no país após a morte de Chávez em 2013. Com o receio de uma possível luta pelo poder entre os apoiadores de Maduro, muitos dos quais estão armados, a CIA recomendou a Trump que mantivesse Delcy Rodriguez como presidente interina, preservando a estrutura de poder que sustentava o governo deposto.

