Mudanças no Ministério da Previdência
BRASÍLIA – A exoneração de Osório Chalegre de Oliveira, que ocupava o cargo de secretário-executivo adjunto do Ministério da Previdência, foi oficializada pela Casa Civil no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 19. A decisão de antecipar sua saída, que estava inicialmente programada para março, foi influenciada pela substituição do secretário-executivo.
Em contato com a equipe de reportagem, Chalegre não respondeu às tentativas de contato. O Estadão já havia revelado que ele estava presente em uma reunião importante entre Wolney Queiroz, o atual secretário, e um empresário ligado a um contrato milionário com o INSS. Este encontro ocorreu no mesmo dia da licitação, em 2023, e levantou questionamentos sobre a conduta dos envolvidos.
Antes de sua nomeação, Chalegre tinha um histórico profissional que incluía cargos relevantes, como o de assessor jurídico no Instituto de Previdência dos Servidores de Gravatá (PE). O ex-secretário também foi presidente do instituto de previdência de Caruaru (PE) e procurador-geral do município durante a gestão de José Queiroz, pai de Wolney. Essa trajetória, segundo o ministério, o qualificava como “colaborador eventual” para a pasta, com base em sua experiência de três décadas em direito previdenciário.
A nomeação formal de Chalegre para o cargo de adjunto da secretaria-executiva ocorreu apenas em julho de 2024. A presença dele em uma reunião, ao lado de Wolney e do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, gerou controvérsias e foi mencionada em investigações sobre possíveis irregularidades nos contratos de previdência. A foto do encontro, datada de 12 de janeiro de 2023, foi divulgada pela CPI do INSS, que investiga o escândalo dos descontos associativos.
O ministério se posicionou, afirmando que a imagem foi capturada durante uma das várias reuniões de transição entre governos, destinadas a levantar informações sobre a estrutura e as ações do ministério. Em um pronunciamento em suas redes sociais, Wolney Queiroz se referiu à saída de Chalegre como um ato de vontade pessoal, descrevendo-o como um “amigo”, um “intelectual” e um dos profissionais com o “maior conhecimento” na área previdenciária da equipe.

