Crescimento da Inadimplência em Pernambuco
O estado de Pernambuco encerrou o ano de 2025 com alarmantes 3,4 milhões de habitantes enfrentando dívidas em atraso. Segundo o último levantamento do Mapa da Inadimplência no Brasil, publicado pela Serasa, cerca de 50,25% da população adulta do estado tinha o nome negativado em dezembro, ocupando a segunda posição dentre os estados do Nordeste.
Esse número representa um aumento considerável em comparação a dezembro de 2024, quando a inadimplência atingia 44,96% da população adulta. Em apenas um ano, aproximadamente 357 mil pessoas foram adicionadas à lista de devedores em Pernambuco, evidenciando uma deterioração preocupante na saúde financeira dos moradores.
Tipos de Dívidas e Impactos Financeiros
O estudo da Serasa também trouxe à tona os principais tipos de dívidas que afligem os pernambucanos. Os débitos relacionados a bancos e cartões de crédito representam 26,1% do total, refletindo a dificuldade que muitos enfrentam para gerenciar suas finanças diante das taxas de juros elevadas. Em seguida, contas básicas, como água, luz e gás, correspondem a 22,1% das pendências financeiras. As dívidas com financeiras totalizam 19,6%, evidenciando o crescente uso desse tipo de crédito por parte da população.
O valor médio de cada dívida em Pernambuco chega a R$ 1.593,27, um montante que pode causar grande impacto na vida financeira do consumidor. Para muitos, essa quantia pode significar a diferença entre a solvência e a inadimplência, o que torna a situação ainda mais crítica.
Tendência Nacional de Inadimplência
O problema da inadimplência em Pernambuco não é isolado. A nível nacional, o Brasil registrou no mesmo período um total de 81,2 milhões de inadimplentes, o maior número já registrado na série histórica. O aumento foi contínuo, marcando 12 meses consecutivos de crescimento nas taxas de inadimplência. Neste cenário, a faixa etária que mais concentra dívidas é a de 41 a 60 anos, que representa 35,6% do total de devedores no país.
Especialistas apontam que a combinação de fatores como inflação, aumento das taxas de juros e desemprego contribui significativamente para esse quadro preocupante. A falta de planejamento financeiro e a dificuldade de acesso a crédito saudável também são citados como elementos que exacerbam a situação da inadimplência.
Desafios a Serem Enfrentados
Com o crescimento da inadimplência, surgem desafios ainda maiores para a economia local. A recuperação econômica depende, em larga medida, da capacidade dos consumidores de regularizar suas pendências financeiras. Além disso, as instituições financeiras e empresas de crédito têm um papel crucial em oferecer soluções que ajudem os devedores a saírem dessa situação.
É essencial que haja um esforço conjunto entre o governo, bancos e consumidores para criar um ambiente propício à renegociação de dívidas e ao acesso a informações financeiras que possibilitem um planejamento mais eficaz. Diante desse cenário, as perspectivas para 2026 serão decisivas para a recuperação econômica do estado de Pernambuco e do país como um todo.

