Governadores do PSD em Debate sobre a Presidência
Na recente entrevista, Ratinho Jr. comentou sobre a ausência de prioridades na escolha do candidato do PSD à Presidência. Segundo ele, a questão não se resume apenas a quem aparece melhor nas pesquisas. ‘A prioridade não existe, porque se existisse teria sido uma exigência minha não trazer ninguém que pudesse ser candidato a presidente. O Brasil precisa de um projeto sustentável para os próximos anos’, afirmou, enfatizando a necessidade de um programa de governo que alivie o peso dos impostos sobre os cidadãos.
Eduardo Leite também compartilhou sua visão sobre a dinâmica eleitoral. ‘Não há critérios objetivos de votação’, disse ele, acrescentando que as pesquisas ajudam a entender o descontentamento do eleitorado em relação aos polos tradicionais. Ele mencionou que muitos eleitores optam por manter o atual governo, mesmo insatisfeitos, apenas para evitar reverter ao passado. ‘O mesmo acontece de forma inversa; muitos votam em oposição por não quererem o que hoje se conhece como governo’, destacou.
Polarização e Espaço para Novas Propostas
Ronaldo Caiado, por sua vez, acredita que o PSD tem um papel essencial na atual polarização que domina o cenário político, especialmente entre as figuras de Lula e Bolsonaro. ‘A população anseia por alguém que governe com o intuito de pacificar’, disse Caiado, questionando as ações do governo atual em relação à promoção da paz social. Ele lembrou que o Partido dos Trabalhadores (PT) tem estado à frente do governo brasileiro por quase 20 anos e se perguntou se ainda é capaz de atender às expectativas da população.
Ratinho Jr. trouxe um exemplo histórico para ilustrar seu ponto de vista. ‘Em 2012, quando me candidatei à prefeitura de Curitiba, iniciei com 4% nas pesquisas e fui para o segundo turno com 40%. Isso mostra que a polarização se dá porque muitos eleitores ainda não conhecem todas as opções disponíveis’, explicou, enfatizando a importância de apresentar novas propostas.
O Futuro da Aliança do PSD com o Governo Lula
Uma das questões levantadas na entrevista foi a permanência do PSD nos ministérios sob o governo Lula, considerando sua nova posição como oposição. Caiado foi claro: ‘Não. Kassab já deixou muito claro que a questão dos ministérios foi debatida durante a eleição de 2022 e diz respeito à participação do partido naquele pleito.’
Embora suas posições possam ser vistas como contraditórias em relação ao passado, Caiado afirmou que continuará a defender suas convicções. ‘Não vou discutir meu histórico ao lado do Kassab, mas o essencial é entender o que o Brasil deseja. O candidato do PSD necessita ter coragem para abordar os temas que realmente importam’, afirmou.
Questões Controversas e a Visão de Ratinho Jr.
Durante uma entrevista à CNN Brasil, Ratinho Jr. se manifestou a favor de um indulto a Bolsonaro e a outros condenados relacionados aos eventos do 8 de janeiro. ‘Defendo a pacificação do Brasil. Precisamos voltar ao foco no que realmente importa: a vida do trabalhador e da dona de casa’, disse, ressaltando que é hora de discutir o futuro, e não se prender ao passado.
Quanto à opinião de seu pai, Carlos Massa, sobre sua candidatura ao Planalto, Ratinho revelou: ‘Se eu fosse depender da vontade do meu pai, nem teria sido deputado estadual em 2002. Ele queria que eu ficasse no setor privado, mas entrei na política por gratidão ao Paraná’. Reconhecendo a influência de seu pai na opinião pública, Ratinho expressou esperança de que receba seu apoio, caso decida se candidatar.
A Evolução da Política no PSD
Por fim, Eduardo Leite refletiu sobre sua experiência anterior no PSDB e como essa trajetória diferencia a situação atual no PSD. ‘As prévias que aconteceram no PSDB não se aplicam ao que estamos fazendo agora’, comentou, indicando que o sentimento de unidade no PSD é o que deve prevalecer nesta nova fase.
Sobre a possibilidade de atrair outros governadores, como Romeu Zema, para a candidatura contra Lula e Flávio Bolsonaro, Leite reconheceu a legitimidade dessa estratégia, mas alertou sobre os riscos de uma dispersão excessiva de candidaturas. ‘Precisamos evitar que a rejeição alta leve a resultados indesejados’, avaliou, ressaltando a importância de um alinhamento político que respeite a diversidade nas propostas.

