Uma Viagem Artística pela Capital Catarinense
A partir de 18 de março, às 19h, o Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), gerido pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) no Centro Integrado de Cultura (CIC), abre suas portas para a exposição “Da Potência Imagética da Cidade”. Com curadoria de Maria Helena Barbosa, a visitação é gratuita e se estenderá até 27 de setembro de 2026.
Essa nova mostra propõe uma redescoberta de Florianópolis, utilizando as obras do acervo do MASC para apresentar diferentes visões e interpretações da cidade. A exposição reúne trabalhos de artistas de diversas gerações que se inspiram ou têm a capital catarinense como cenário em suas criações, criando um diálogo rico entre passado e presente.
Com mais de 2 mil obras em sua coleção, a maioria acessível para consulta online, o MASC reafirma seu compromisso com a democratização do acesso ao patrimônio artístico-cultural. A mostra não apenas promove a apreciação das artes visuais, mas também busca fomentar o intercâmbio entre produções artísticas modernas e contemporâneas.
A realização desta exposição se torna ainda mais significativa em um ano emblemático. Em 2026, celebram-se os 77 anos da fundação do MASC, criado em 1949, os 353 anos de Florianópolis e o centenário da Ponte Hercílio Luz, que foi inaugurada em 1926. Nesse contexto, a exposição oferece um recorte especial do acervo, com obras que exploram a essência da capital catarinense sob diferentes ângulos.
A curadoria faz uma revisão de seleções que já foram apresentadas em edições anteriores da mostra “Florianópolis Através da Arte”, organizadas por Jayro Schmidt em 2003 e 2016. Além disso, dialoga com as pesquisas da professora e crítica de arte Sandra Makowiecky, que estuda a representação da cidade nas artes visuais. O resultado é uma coleção de obras que revela as diversas maneiras de olhar para Florianópolis ao longo do tempo.
Por meio de pinturas, gravuras, fotografias e outras expressões artísticas, artistas capturam experiências de viver, sentir e imaginar a cidade, seja exaltando suas paisagens naturais ou refletindo sobre suas transformações e contradições. Mais do que uma mera representação de um espaço geográfico, a exposição propõe um encontro entre memória, arte e cotidiano, demonstrando como a cidade continua a inspirar novas interpretações e sensibilidades.

