Críticas às Políticas de Saúde em Pernambuco
Em uma entrevista ao programa Comando Geral da Notícia, transmitido pela Rádio Cultura do Nordeste, Sileno Guedes, presidente do PSB em Pernambuco, não hesitou em criticar a gestão da saúde pública sob o governo de Raquel Lyra (PSD). Ele apontou que a rede de saúde ainda opera de maneira antiquada, citando especificamente as dificuldades enfrentadas pelos cidadãos na marcação de consultas nas Unidades Pernambucanas de Atenção Especializada (UPAEs).
Segundo Guedes, atualmente, as marcações só podem ser feitas presencialmente, o que gera transtornos para aqueles que vêm de cidades vizinhas e ficam em dúvida sobre conseguir um atendimento. O dirigente comparou a situação com Recife, onde o prefeito João Campos (PSB), seu aliado político e principal opositor de Raquel, implementou um sistema de agendamento online, facilitando, inclusive, a marcação de vacinações durante a pandemia.
Além das dificuldades práticas, ele também criticou a maneira como as ocorrências em unidades de saúde são apresentadas pela governadora, afirmando que a realidade vivida pela população contrasta com as melhorias que ela tenta propagandear. “Não adianta espalhar fake news ou ‘subir na cadeira’, pois a população não consegue enxergar essas supostas melhorias”, afirmou Guedes, aludindo à postura da governadora em discursos públicos, onde ela costuma se destacar em eventos.
Sileno Guedes também enfatizou que não faz sentido investir em reformas hospitalares se a população não recebe o atendimento necessário. Essa declaração reflete uma crescente insatisfação com a gestão atual da saúde pública em Pernambuco, focando na falta de acessibilidade e na qualidade no atendimento.
Neste mesmo contexto, o prefeito do Recife, João Campos, anunciou recentemente que irá renunciar ao cargo para se candidatar ao governo do estado. A aliança que está sendo formada para sua campanha inclui, inicialmente, o PSB, o PDT e os Republicanos, sinalizando uma movimentação política significativa em Pernambuco.
A situação da saúde no estado continua a ser um assunto recorrente nas discussões políticas, com críticas de líderes opositores se intensificando à medida que as eleições se aproximam. Os próximos meses serão cruciais para a gestão de Raquel Lyra, especialmente com a presença de uma oposição ativa e um eleitorado cada vez mais atento às questões de saúde pública.

