Iniciativa para Combater a Violência Política de Gênero
Comemorando o mês dedicado ao Dia Internacional da Mulher, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Ministério das Mulheres firmaram um importante Protocolo de Enfrentamento à Violência Política contra as Mulheres. Esta ação tem como objetivo fortalecer os mecanismos de proteção, prevenção e responsabilização em relação aos ataques dirigidos a mulheres que atuam na esfera pública.
De acordo com o governo, o protocolo surge como resposta a um debate crescente sobre a violência política de gênero que atinge diversas mulheres no Brasil – incluindo candidatas, parlamentares, gestoras públicas, e lideranças comunitárias. Essa realidade revela a necessidade urgente de uma abordagem mais eficaz para garantir a segurança e a participação feminina nos processos políticos.
A iniciativa também conta com o apoio de quatro instituições, que se uniram para ampliar o alcance e a efetividade do protocolo: a Procuradoria-Geral Eleitoral, a Defensoria Pública da União, o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público. Essa aliança pretende intensificar a atuação institucional em um fluxo colaborativo para monitorar casos de violência, promover campanhas de conscientização e facilitar o acesso das mulheres à Justiça.
A cerimônia de assinatura do protocolo contou com a presença da secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, que mencionou o caso da vereadora Marielle Franco como um exemplo emblemático da violência política. “Aquele momento nos ensinou que efetivar direitos exige coragem para enfrentar o impossível. Hoje, nossa missão é clara: investigar e responsabilizar os agressores, garantindo que as mulheres permaneçam vivas e ativas na política”, ressaltou Carvalho.
O protocolo apresenta um diagnóstico da situação da violência política contra as mulheres no Brasil e propõe ações que visam não apenas assegurar a participação, mas também a permanência e a diversidade nos espaços de poder. Entre as ações previstas, estão a implementação de um sistema nacional de monitoramento contínuo e a promoção de campanhas educativas que abordem a questão da violência de gênero.
Outro ponto importante do protocolo é o enfrentamento da violência no ambiente digital. A realidade atual revela que ataques misóginos, discursos de ódio e campanhas de desinformação se tornaram práticas comuns enfrentadas por mulheres em cargos políticos. Para isso, o protocolo sugere uma abordagem abrangente que reconheça e combata esses desafios.
A proposta se estrutura em dez eixos estratégicos, que formam a base desta política pública inovadora. Dessa forma, os ministérios visam criar uma rede de apoio e proteção que garanta a segurança de mulheres em todas as esferas da vida política.
Com esta iniciativa, o Brasil dá um passo significativo rumo à construção de um ambiente político mais seguro e inclusivo, reconhecendo a importância da participação feminina e os desafios que ainda precisam ser enfrentados para garantir a igualdade de gênero nas instituições públicas.

