Nova Unidade Básica de Saúde Indígena em Oiapoque
Recentemente, o Ministério da Saúde inaugurou mais uma Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) no município de Oiapoque, situado no extremo norte do Amapá. Essa nova unidade não apenas fortalece o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), mas também amplia a capacidade de atendimento e assegura um cuidado integral para os indígenas da região. O investimento federal para essa iniciativa foi de cerca de R$ 1 milhão.
Com a expectativa de atender até 77 habitantes, a UBSI beneficiará tanto os povos da Terra Indígena Galibi quanto os moradores não indígenas que residem nas proximidades. Os usuários terão acesso a uma ampla gama de serviços multiprofissionais, com a presença de médicos, enfermeiros e técnicos de saúde. Além disso, contarão com o apoio de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN). O gerenciamento da unidade ficará sob responsabilidade do Distrito Sanitário Especial Indígena do Amapá e Norte do Pará (DSEI-AMP).
Compromisso com a Saúde Indígena
A cerimônia de inauguração, que ocorreu no dia 26 de março, teve a participação da coordenadora do DSEI-AMP, Simone Karipuna. Em seu discurso, Simone destacou que a criação da UBSI vai além de apenas proporcionar uma infraestrutura física, sendo um reflexo do compromisso em melhorar a qualidade do atendimento e garantir que os cuidados de saúde cheguem cada vez mais perto das comunidades indígenas.
“Fortalecer a saúde no território significa garantir acesso, presença institucional e valorização das culturas e saberes tradicionais. O esforço coletivo, o controle social e a escuta ativa de quem vivencia a realidade indígena foram fundamentais para essa conquista”, sublinhou Simone.
Avanços e Novas Estruturas
Outro importante passo para o município é a construção de uma nova sede da Casa de Apoio à Saúde Indígena (CASAI). Na última segunda-feira (30), foi lançada a pedra fundamental, marcando oficialmente o início das obras desta nova estrutura.
A Casa de Apoio terá um papel fundamental ao oferecer alojamento, alimentação, transporte e suporte para pacientes indígenas e acompanhantes que necessitam de tratamentos de média e alta complexidade fora das aldeias. Isso representa um avanço significativo na busca por um atendimento mais eficiente e humanizado para as comunidades indígenas do Amapá.

