Comemorações de 64 Anos da Biblioteca Municipal
No dia 8 de abril de 2026, a Biblioteca Municipal Arnold Ferreira da Silva celebrou suas seis décadas e quatro anos de história com uma programação vibrante e diversificada, dedicada a todas as idades. O evento, que ocorreu ao longo de toda a quarta-feira, mesclou literatura, atividades educativas e manifestações culturais, reafirmando a importância desse espaço para a cidade de Feira de Santana.
As festividades começaram pela manhã com uma leitura especial sobre a trajetória da biblioteca, conduzida por Isab Almeida. Durante a atividade, foi ressaltada a relevância do equipamento cultural para o desenvolvimento da comunidade. Para o público infantil, houve um momento especial de contação de histórias com Lorena Carvalho, que envolveu as crianças e estimulou o interesse pela leitura. Além disso, foram distribuídos livros, proporcionando uma experiência enriquecedora e incentivando o hábito da leitura desde cedo.
Grupos de estudantes também marcaram presença durante a manhã, integrando visitas ao espaço como parte de suas atividades pedagógicas. A coordenadora do projeto, Liege Simon, enfatizou a importância dessa experiência. “Estamos desenvolvendo um projeto onde as crianças estudam a história de Feira de Santana, desde seus primórdios até os dias atuais. Já passamos por vários locais significativos e hoje foi a vez da biblioteca. Aqui, elas puderam escolher livros, folhear e vivenciar a leitura de uma maneira única. Descobrir que era o aniversário da biblioteca tornou tudo ainda mais especial”, comentou.
Apresentações Culturais e Hip Hop
À tarde, a programação continuou com diversas apresentações culturais. O evento teve início com um poema declamado por Jamil Célia e seguiu com uma batalha de Hip Hop organizada por Jaime Mago. Neste contexto, artistas do movimento Hip Hop também se uniram às comemorações, incorporando elementos como rimas, performances de DJ e mensagens de reflexão social.
We Dablioe, um dos artistas participantes, destacou a importância de levar essa cultura às crianças, enquanto Magrox acrescentou que o projeto visa incentivar novos talentos nas escolas, especialmente nas áreas de rima e graffiti. Petra, outra artista presente, afirmou que o Hip Hop é uma ferramenta poderosa para a expressão pessoal, autoconhecimento e superação de estigmas.
Exposição e Lançamento de Livro
No período da noite, a biblioteca reabriu suas portas para uma exposição comemorativa, acompanhada da declamação de um soneto em homenagem ao espaço, feito pelo escritor Djalma Dilton Bastos. O evento também contou com o lançamento do livro “Quando meu silêncio Pariu Poesia”, da escritora Quézia Carmeiro, seguido de uma roda de conversa que envolveu o público presente.
Emocionada, Quézia expressou a importância do momento, ressaltando a conexão que tinha com a biblioteca ao longo de sua infância. “Este lugar marcou a minha formação. Estar aqui hoje, nesse marco, é uma honra na minha trajetória”, declarou.
O Papel da Biblioteca na Comunidade
A diretora da biblioteca, Maura Rúbia Cedraz, também ressaltou a função social e cultural do equipamento. “Atualmente, contamos com milhares de livros, tanto físicos quanto digitais, e somos um espaço aberto à comunidade, promovendo o acesso ao conhecimento e o incentivo à leitura”, destacou.
Para Djalma Dilton Bastos, agente cultural presente nas comemorações, a biblioteca deve ser vista como um espaço dinâmico e inovador. “Mais do que um simples local de leitura, ela deve ser um ponto de encontro da cultura, onde artistas, escritores e a comunidade possam interagir e se conectar”, afirmou.
Encerrando as celebrações, Cristiano Lôbo, secretário de Cultura, Esporte e Lazer, enfatizou a importância das bibliotecas públicas na formação cidadã. “A biblioteca é o coração pulsante da cultura de uma cidade. Estamos comprometidos em garantir que esses espaços sejam cada vez mais acessíveis e vivos para a população”, concluiu.
Com uma programação que se estendeu por todo o dia e contemplou diferentes expressões artísticas, a Biblioteca Municipal Arnold Ferreira da Silva reafirmou seu papel essencial como um dos principais centros de cultura e memória em Feira de Santana.

