A Arte como Ferramenta de Inclusão Social
A sustentabilidade abre caminhos para a arte. A experiência do músico e arte educador Samuel Soares em iniciativas sociais em Caruaru, Agreste de Pernambuco, revela uma realidade preocupante: a falta de acesso a instrumentos musicais para a população carente. Com o intuito de democratizar a educação musical, Soares desenvolveu uma nova ferramenta inovadora.
O litrolino é um instrumento musical feito de materiais recicláveis como cabos de vassoura, garrafas PET, cordas e linha de nylon, sendo capaz de produzir sons assemelhados ao violino. O custo de produção do litrolino gira em torno de R$ 35, tornando-se uma alternativa acessível para muitos.
“Minha relação com o litrolino começou há quatro anos, durante a pandemia. Fui motivado a criar algo que facilitasse a entrada de pessoas que desejavam aprender música”, relata Samuel. Sua atuação em programas sociais e em escolas municipais é voltada, especialmente, para crianças que buscam aulas de música e aprendem também a fabricar seus próprios instrumentos.
Conforme o arte educador, a escassez de instrumentos nos projetos é um desafio constante, “era um violino para dez pessoas”, ele comenta, evidenciando a dificuldade enfrentada por alunos que desejam se aprofundar na música. O litrolino, portanto, surge não para substituir o violino tradicional, mas para ampliar o acesso à arte e à cultura entre crianças e jovens.
“Acredito que se conseguirmos levar a educação musical para todos os lugares desde a infância, estaremos contribuindo para um futuro promissor. Algumas crianças que começaram aqui já possuem seus próprios instrumentos”, observa Samuel Soares, ao enfatizar a importância da inclusão musical na formação das novas gerações.

