Início das Atividades da UTI do Sertão
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Sertão, localizada no Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória, começou suas atividades na última segunda-feira, dia 5. A unidade, que foi entregue oficialmente no dia 29 de dezembro pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), já regulou seus dois primeiros pacientes, sinalizando um avanço significativo na saúde pública da região.
Os primeiros pacientes a serem atendidos são um homem de 36 anos e uma mulher de 60 anos, ambos transferidos de hospitais regionais, Nossa Senhora do Socorro e Estância, respectivamente. Essa regulação aconteceu na própria segunda-feira, marcando o início do atendimento intensivo no sertão sergipano.
Estrutura e Funcionamento da UTI
A UTI do Sertão conta com dez leitos, incluindo um destinado a isolamento, e está projetada para atender adultos em estado crítico que necessitam de suporte avançado à vida. Com operação integral, a unidade funciona 24 horas por dia e está conectada à Rede Estadual de Saúde, respeitando todos os protocolos do Sistema Único de Saúde (SUS).
O médico intensivista e responsável técnico pela UTI, Danilo Barbosa, comentou sobre a importância do início das atividades. “Estamos celebrando a regulação dos primeiros pacientes. Nossa equipe estava ansiosa por esse momento para dar início aos trabalhos. Aqui, tratamos pacientes com disfunções orgânicas críticas, mas que têm potencial de recuperação, oferecendo um atendimento de excelência, comparável ao que seria realizado em Aracaju ou em qualquer outro grande centro do país”, destacou.
Cuidado Personalizado e Interdisciplinar
Danilo explicou que a assistência na UTI é contínua e adaptada a cada paciente. “Os organismos reagem de maneiras diferentes. Alguns pacientes podem mostrar evolução mais rápida, enquanto outros podem precisar de mais tempo. O essencial é que estamos oferecendo o melhor cuidado possível, com uma equipe bem treinada e disponível a todo momento”, acrescentou.
A equipe da UTI é formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem em plantão permanente. Além disso, há acompanhamento diário de médicos diaristas e apoio de outras especialidades médicas conforme a necessidade dos pacientes.
Critérios de Acesso e Funcionamento da UTI
O coordenador médico da UTI, Matheus Izidório, enfatizou que a nova unidade opera com os mesmos critérios das demais UTIs da rede estadual. “A UTI do Sertão funciona como qualquer outra da Rede Estadual de Saúde. As transferências de pacientes são realizadas exclusivamente pela Central de Regulação de Urgência (CRU), que tem a autonomia necessária para determinar o melhor destino dos pacientes conforme seu perfil clínico e complexidade”, explicou.
Izidório ressalta a importância de a população entender o processo de acesso à UTI. “Um paciente que entra no Hospital de Glória e necessita de UTI não é automaticamente transferido para nossa unidade. A solicitação é feita ao sistema estadual, que decide se o perfil do paciente é adequado para nossa UTI ou se deve ser transferido para outra unidade do estado. Devido à nossa localização e ao perfil dos adultos tratados, é provável que recebamos a maioria dos pacientes da região, mas sempre respeitando os critérios técnicos”, completou.
Impacto na Saúde Pública Local
A superintendente do Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória, Everlyn Karla, comentou sobre a relevância do funcionamento da UTI. “Não estamos apenas inaugurando uma nova unidade; estamos dando início a um serviço que transforma completamente a assistência em saúde no sertão. A UTI do Sertão está operando com uma equipe treinada, infraestrutura adequada e total integração à rede estadual, garantindo mais agilidade, segurança e dignidade para a população que, durante muitos anos, precisava ir à capital para receber esse tipo de atendimento”, enfatizou.
Com o funcionamento da UTI do Sertão, o Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória se torna uma peça-chave na Rede Estadual de Atenção às Urgências e Emergências, aumentando a capacidade assistencial, diminuindo as transferências para a capital e proporcionando atendimento de alta complexidade mais próximo da população do interior.

