Capacitação para Profissionais da Rede de Proteção
Na última terça-feira (24), Caruaru deu início a um curso especial voltado para profissionais da Rede de Proteção. O evento, que ocorreu no primeiro dia de formação, tem como foco a Lei nº 13.431/2017, que estabelece diretrizes para a escuta protegida de crianças e adolescentes que são vítimas ou testemunhas de violência. Essa iniciativa é parte de um esforço contínuo para garantir que esses jovens tenham um acolhimento digno e seguro durante a apuração de suas denúncias.
A capacitação ocorrerá semanalmente ao longo de todo o mês de março e visa aprimorar a atuação integrada da rede, promovendo um atendimento mais acolhedor e especializado. “Esse curso marca o início de um trabalho muito importante que vem sendo construído. É a consolidação de uma rede mais preparada e integrada, envolvendo assistência social, saúde, educação, Conselho Tutelar e demais serviços”, ressaltou Catarina Souza, coordenadora da Saúde da Criança e do Adolescente.
Catarina Souza também enfatizou a relevância do conhecimento adquirido, dizendo: “Com mais conhecimento, conseguimos acolher melhor e evitar a revitimização de crianças e adolescentes em situações tão delicadas”. Essa abordagem é fundamental, pois a revitimização pode afetar severamente o bem-estar emocional e psicológico dos jovens.
O curso é promovido pela Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, por meio do Comitê da Lei da Escuta Protegida, com a colaboração da Escola de Formação do Sistema Único de Assistência Social de Pernambuco (EFOSUAS) e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Caruaru (Comdica). Essa parceria busca consolidar um sistema de proteção que responda de forma eficaz às necessidades das crianças e adolescentes da região.
Essa formação é um passo importante para garantir que todos os envolvidos na proteção e no acolhimento de crianças e adolescentes estejam aptos a lidar com casos de violência de maneira sensível e profissional. A escuta protegida não apenas respeita os direitos dos jovens, mas também cria um ambiente seguro onde eles podem expressar suas experiências sem medo de serem julgados ou revividos em traumas passados.

