Desempenho dos Cursos de Medicina em Pernambuco
A recente divulgação dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), realizada pelo Ministério da Educação (MEC), trouxe à tona a realidade dos cursos de Medicina em Pernambuco. A avaliação revelou que um quarto dos cursos avaliados, totalizando três das doze instituições, obteve nota 2, o que é considerado insatisfatório. As instituições afetadas incluem a Faculdade de Medicina de Olinda (FMO), o Centro Universitário Maurício de Nassau – Recife e a Afya Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes, todas situadas na Região Metropolitana do estado. Frente a essa situação, as instituições podem enfrentar sanções regulatórias se não apresentarem melhorias adequadas.
Por outro lado, os cursos públicos se destacaram positivamente neste exame. Seis graduações atingiram notas entre 4 e 5, com três delas — UPE Serra Talhada, UPE Garanhuns e Univasf — alcançando a nota máxima. Em um cenário mais favorável, vale ressaltar que nenhum curso em Pernambuco foi classificado com nota 1, o que evidencia uma disparidade significativa entre as instituições públicas e privadas de ensino médico.
Resultados da Avaliação
Os destaques da avaliação foram os seguintes:
- Nota 5: UPE Serra Talhada, UPE Garanhuns, Univasf
- Nota 4: UPE Recife, UFPE Recife, UFPE Caruaru, Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS)
- Nota 3: Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Faculdade de Medicina do Sertão (FMS)
- Nota 2: FMO, Maurício de Nassau Recife, Afya Jaboatão
A Afya Jaboatão, uma das instituições com desempenho considerado negativo, manifestou-se, informando que aguarda esclarecimentos técnicos por parte do MEC e do Inep. A instituição destaca a discrepância entre os dados preliminares e os resultados finais como um ponto de confusão que necessitam de esclarecimento antes de um posicionamento definitivo.
O Centro Universitário Maurício de Nassau Recife expressou sua preocupação com a condução da primeira edição do exame, levantando críticas em relação à falta de tempo e de suporte para preparar adequadamente os alunos. Essa crítica sugere que a transição para essa nova avaliação poderia ter sido melhor gerida, permitindo às instituições um tempo adequado para se adaptar às exigências do exame.
Por sua vez, a Faculdade de Medicina de Olinda adotou uma postura mais calma em relação aos resultados, afirmando que os recebeu com “naturalidade”. A instituição ressalta que as avaliações externas são encaradas como ferramentas benéficas, ou seja, instrumentos de melhoria contínua que visam aprimorar a formação acadêmica e profissional dos estudantes.
Com os resultados do Enamed em mãos, as instituições de ensino superior têm a oportunidade de refletir sobre suas metodologias e práticas pedagógicas, buscando implementar as alterações necessárias para elevar a qualidade da formação médica. A análise dos dados desse exame pode não apenas guiar as instituições a aprimorarem seus currículos, mas também assegurar que os futuros médicos estejam preparados para atender às demandas do mercado de trabalho e da sociedade.

