Análise da Pesquisa Datafolha
Uma nova pesquisa do Datafolha, divulgada recentemente, indica que o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, está em posição privilegiada na disputa eleitoral para 2024. Com a votação a apenas sete meses de distância, o levantamento sugere que Tarcísio possa conquistar a vitória já no primeiro turno, somando em seu apoio o percentual equivalente à soma de todos os seus adversários. A sondagem mostra o ex-prefeito Fernando Haddad, do PT, como seu principal oponente, mas Tarcísio lidera com uma margem significativa.
Além de Haddad, outros candidatos como Paulo Serra (PSDB), ex-prefeito de Santo André, e o deputado federal Kim Kataguiri (Missão) aparecem com 5% das intenções de voto. O cientista político Luiz Felipe D’Ávila (Novo) é mencionado com 3%. O Datafolha ainda aponta que 1% dos eleitores se dizem indecisos, enquanto 11% afirmam que votariam em branco ou nulo. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Contexto Político e Expectativas
Para o ex-presidente Lula, a ausência de uma segunda rodada nas eleições poderia ser um golpe duro, especialmente considerando a importância do maior colégio eleitoral do país em sua estratégia para derrotar Flávio Bolsonaro (PL), senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é aliado de Tarcísio. Nos bastidores, muitos membros do PT preferem Haddad, dado seu desempenho nas eleições anteriores, quando chegou até o segundo turno, bem como seu papel relevante em questões econômicas.
Observando as intenções de voto, a diferença entre Tarcísio e Haddad é mais estreita na capital paulista em comparação ao interior do estado, uma continuidade da tendência vista em pleitos passados. No interior, Tarcísio registra uma vantagem de 19 pontos percentuais, alcançando 47% contra 28% de Haddad, enquanto na capital a disputa é mais acirrada, com 40% para Tarcísio e 34% para seu concorrente.
Aprovação do Governador
De acordo com o Datafolha, a imagem de Tarcísio junto à população é positiva, com 64% dos paulistas aprovando sua gestão, enquanto 30% a desaprovam. Quando questionados sobre a qualidade do governo, 45% consideram sua administração como ótima ou boa, 31% a veem como regular e 20% a julgam ruim ou péssima. Contudo, o governador enfrenta uma taxa de rejeição de 24%, onde os entrevistados afirmam que não votariam nele de jeito nenhum, enquanto a rejeição de Haddad é um pouco superior, alcançando 38%.
Cenários Alternativos
O Datafolha também explorou diferentes cenários, incluindo a possibilidade de Haddad ser substituído pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que já governou São Paulo por quatro mandatos. Nesse cenário, Tarcísio aparece com 46% contra 26% de Alckmin. O vice-presidente já deixou claro que pretende, em 2026, manter sua parceria com Lula.
Outro cenário testado incluiu a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), que, se fosse a candidata, teria 19% das preferências, enquanto Tarcísio teria 49%. Tebet é vista por alguns estrategistas ligados à esquerda como uma alternativa para reduzir a rejeição e abordar questões de gênero na campanha.
Simulações de Segundo Turno
Em simulações de segundo turno, Tarcísio também se mostra bem posicionado. A disputa mais acirrada seria contra Alckmin, com a pesquisa apontando 50% a 39% a favor do atual governador. Em eventuais confrontos com Haddad, Tarcísio lidera com 52% a 37%; contra Simone Tebet, a vantagem é de 58% a 28%; e contra Márcio França (PSB), 60% a 22%. Os percentuais de eleitores que consideram votar em branco ou nulo variam entre 10% e 12%, dependendo do cenário apresentado.
Desafios Futuros
Com um histórico recente de incertezas a respeito da candidatura de Flávio Bolsonaro, a posição de Tarcísio como candidato à reeleição em São Paulo parece cada vez mais consolidada. Por sua vez, Haddad mantém um pé atrás quanto a uma nova corrida pelo governo, mas se mostra aberto a diálogos com Lula e pode estar mais inclinado a aceitar o desafio conforme a campanha avança.

