Horário e participantes confirmados
O debate presidencial da TV Globo está marcado para as 21h30 (horário de Brasília) desta quinta-feira (01/10), logo após o Jornal Nacional. Pela primeira vez, o evento ocupará o horário nobre da novela, reforçando sua importância no calendário eleitoral. No entanto, o encontro já chega com uma ausência significativa: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou por não participar do debate.
Esse não é um comportamento novo do atual mandatário, que não compareceu a nenhum debate com outros candidatos no primeiro turno. Em 2026, Lula escolheu conceder uma entrevista ao Flow Podcast, que será transmitida às 20h45, no mesmo horário do debate. Essa estratégia foi adotada também no primeiro confronto da campanha, promovido pela Band em 23 de agosto, quando ele concedeu entrevista à Record no lugar de participar do debate.
Regras e dinâmica do debate
Além de Lula, estarão presentes os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). A inclusão do candidato Romeu Zema foi determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, após um pedido do partido Novo. A decisão levou em conta o atual número de parlamentares da legenda, que atingiu o mínimo de cinco, garantindo sua presença conforme a legislação eleitoral.
De acordo com as regras, todos os candidatos de partidos com pelo menos cinco parlamentares no Congresso devem ser convidados para debates. Para os demais, o convite fica a critério da emissora. A Globo ainda reservou a possibilidade de convidar outro candidato caso um dos convocados não participe, como ocorreu com Lula.
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Fonte: cidaderecife.com.br
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Fonte: bahnoticias.com.br
Impacto da ausência de Lula e participação de Renan Santos
A campanha de Renan Santos (Missão) entrou com uma liminar no TSE para que o candidato possa participar do debate da Globo. A estratégia considera que as regras da emissora preveem o convite ao candidato melhor posicionado nas pesquisas caso algum participante obrigatório desista. Renan aparece em terceiro lugar nas pesquisas Quaest, divulgadas em 28 de setembro, atrás de Lula e Flávio Bolsonaro.
A ausência de Lula deve ser um dos principais temas do debate. O presidente teria manifestado à sua equipe que não participaria devido ao formato do confronto, que poderia expô-lo a ataques consecutivos com tempo reduzido para respostas. Durante o debate, a cadeira reservada a Lula ficará vazia, com uma placa identificando seu nome. O mediador César Tralli lembrará os telespectadores sobre a ausência no momento em que ele deveria fazer uma pergunta.
Estrutura e temas abordados
O debate terá quatro blocos, sendo dois com temas pré-definidos e dois com temas livres, além das considerações finais. Um mapa do Brasil estará no centro do cenário para orientar a discussão sobre temas regionais, como preservação da Amazônia, segurança nas fronteiras, combate ao crime organizado e desafios para a infraestrutura voltada às exportações.
Os candidatos poderão escolher perguntas no telão para formular questionamentos aos adversários. Aquele que faz a pergunta terá dois minutos, divididos entre questionamento e réplica, enquanto o que responde contará com três minutos para a resposta e tréplica. Após o término, cada participante poderá conceder uma entrevista coletiva de 10 minutos na sala de imprensa.
Expectativas e próximos passos
Flávio Bolsonaro garantiu sua participação e usou o debate como plataforma para desafiar Lula publicamente. Segundo as pesquisas compiladas no Agregador da BBC News Brasil, Lula tem 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 38% de Flávio. O senador afirmou em Goiânia (GO) que pretende confrontar Lula diretamente durante o debate.
Com a ausência do presidente, a dinâmica do confronto pode se modificar, dando espaço para que candidatos como Renan Santos ampliem o tom das críticas, especialmente contra Flávio Bolsonaro. O debate na Globo será o último evento televisivo entre os candidatos antes da votação do dia 4 de outubro, tornando-se decisivo para o cenário eleitoral.

