Resultados do Quarto Trimestre de 2025
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados animadores sobre o mercado de trabalho no Brasil, apontando que a taxa de desemprego caiu para 5,1% no quarto trimestre de 2025. Esse número representa uma redução em relação aos 5,6% do trimestre anterior e uma queda ainda mais significativa em comparação aos 6,2% registrados no mesmo período do ano passado. Essa tendência de queda é um sinal positivo, especialmente em um cenário econômico desafiador.
Na análise regional, houve uma diminuição nas taxas de desemprego em seis estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Distrito Federal, Paraíba e Ceará. Nas demais unidades da federação, a taxa de desemprego se manteve estável, sem grandes variações.
Maiores e Menores Taxas de Desemprego
Os dados mostram que os estados com as maiores taxas de desemprego foram Pernambuco, com 8,8%, e Amapá, com 8,4%. Alagoas, Bahia e Piauí também apresentaram taxas elevadas, todas girando em torno de 8%. Por outro lado, Santa Catarina se destacou com a menor taxa de desemprego, apenas 2,2%, enquanto Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso registraram 2,4%.
O IBGE também revelou diferenças de gênero nas taxas de desemprego durante os últimos três meses do ano. O índice de desocupação entre os homens foi de 4,2%, enquanto entre as mulheres esse número alcançou 6,2%. Esses dados refletem um desafio persistente no mercado de trabalho, onde as mulheres continuam enfrentando barreiras significativas.
Desigualdades por Cor, Raça e Escolaridade
Quando analisamos as taxas de desemprego por cor ou raça, observa-se que apenas a população branca apresentou uma taxa abaixo da média nacional, alcançando 4%. Em contrapartida, as pessoas pretas e pardas enfrentaram taxas de 6,1% e 5,9%, respectivamente. É evidente que a desigualdade racial ainda é um problema que requer atenção e ação.
O nível de escolaridade também demonstrou ter um impacto significativo nas taxas de desocupação. Indivíduos com ensino superior completo apresentaram uma taxa de 2,7% de desemprego, em comparação com 5,6% entre aqueles com ensino superior incompleto e 8,7% para quem não possui o ensino médio completo. Esses números ressaltam a importância da educação na inserção no mercado de trabalho.
Buscando Oportunidades e Desistências
Ao longo dos últimos três meses de 2025, cerca de 1,1 milhão de pessoas estavam há dois anos ou mais à procura de trabalho, um número que caiu 19,6% em relação ao mesmo período de 2024, quando 1,3 milhão estavam nessa situação. Além disso, o número de pessoas que buscava emprego por menos de um mês também foi de 1,1 milhão, uma redução de 23,1% em comparação ao ano anterior.
A taxa de subutilização da força de trabalho alcançou 13,4% no país, com o Piauí apresentando o maior índice, de 27,8%, e Santa Catarina o menor, de 4,4%. A desistência de procurar trabalho está em 2,4%, com destaque para o Maranhão, que possui 9,1% desse percentual.
Contexto do Setor Privado e Informalidade
No que diz respeito à formalização do trabalho, 74,4% dos trabalhadores do setor privado possuíam carteira assinada. Santa Catarina liderou nesse aspecto, com 86,3% de formalização, enquanto o Maranhão apresentou a menor taxa, com 52,5%. A informalidade no país está em 37,6% da população ocupada, com o Maranhão novamente no topo com 57,3% e Santa Catarina, com 25,7%, ocupando a posição oposta.
Desempenho Anual e Rendimento Médio
Em termos anuais, a taxa de desemprego caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, o que representa o menor nível desde 2012. As taxas mais altas foram observadas no Piauí (9,3%), na Bahia e Pernambuco (8,7% cada), enquanto os menores índices foram em Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).
No que se refere ao rendimento, o valor médio anual habitual foi de R$ 3.560, com destaque para o Distrito Federal que apresentou o maior rendimento, R$ 6.320, seguido por São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177). Em contrapartida, os menores rendimentos foram atribuídos ao Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394).
O crescimento na renda média mensal de R$ 3.613 no quarto trimestre deste ano é um indicativo de recuperação econômica, mostrando um aumento em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2024.

