Taxa de Desemprego em Queda
No quarto trimestre de 2025, a taxa de desemprego em Pernambuco apresentou um declínio significativo, alcançando 8,8%, conforme divulgado nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através da Pnad Contínua. Para efeito de comparação, o índice era de 10,2% no mesmo período do ano anterior. Durante a pandemia, o estado enfrentou um pico alarmante de 14,2% em 2021.
Em termos absolutos, o número de desempregados caiu de aproximadamente 440 mil em dezembro de 2024 para 366 mil em dezembro de 2025, o que corresponde a uma redução de 16,9% em apenas um ano. Os dados do IBGE indicam que, após o auge da crise sanitária, a taxa de desemprego tem mostrado um recuo gradual, mesmo que com algumas oscilações trimestrais.
Redução da Força de Trabalho
Entretanto, a análise da queda do desemprego não pode ser feita apenas com base na taxa. É importante notar que a diminuição do desemprego ocorre em um cenário de redução da força de trabalho, um grupo que envolve tanto aqueles que estão empregados quanto os que buscam uma vaga no mercado.
No quarto trimestre de 2025, Pernambuco registrou 4,133 milhões de pessoas na força de trabalho, apresentando uma diminuição de 3,6% em relação ao mesmo período de 2024. Ao mesmo tempo, observou-se um aumento no número de indivíduos fora do mercado de trabalho, ou seja, aqueles que não apenas não estão empregados, mas também não estão em busca de emprego.
Como a taxa de desemprego leva em conta somente aqueles que estão empregados ou procurando uma vaga, a diminuição no número de pessoas competindo por uma posição no mercado tende a influenciar essa taxa para baixo. Isso significa que parte da melhora nos índices de desemprego é consequência do afastamento de um número considerável de pessoas da busca por trabalho.
Indicadores de Avanço
Apesar desse cenário, outros indicadores sugerem uma melhora. A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que abrange desempregados, subocupados e pessoas disponíveis que não estão buscando emprego, caiu para 21,9%. Essa redução representa uma diminuição de 3,4 pontos percentuais em um ano, o que reflete um sinal positivo em meio à atual situação.
Informalidade no Mercado de Trabalho
Embora o desemprego esteja em queda, a informalidade continua a ser uma característica marcante do mercado de trabalho em Pernambuco. Em 2025, 47,8% da população ocupada encontrava-se em situação informal, ou seja, sem carteira assinada, CNPJ ou qualquer vínculo formal. No ano anterior, esse percentual era de 49,6%. O auge da informalidade, na série recente, foi registrado em 2022, quando alcançou 52,1%.
Embora a tendência seja de queda, o índice ainda se mantém elevado. Atualmente, Pernambuco ocupa a 9ª posição entre os 27 estados do Brasil em termos de taxa de informalidade. O percentual está abaixo da média do Nordeste, que é de 50,8%, mas ainda supera a média nacional de 38,1%.
Essa situação significa que quase metade dos trabalhadores no estado continua sem acesso a direitos como férias, 13º salário e proteção previdenciária. É uma realidade preocupante que ajuda a explicar por que melhorias nos indicadores de desemprego nem sempre se traduzem em uma maior segurança econômica para as famílias pernambucanas.
Renda Estável em Pernambuco
O rendimento médio real habitual em Pernambuco ficou em R$ 2.728 no quarto trimestre de 2025. No mesmo período de 2024, o valor era de R$ 2.718. De acordo com o IBGE, essa variação não foi estatisticamente significativa, indicando que, na prática, a renda se manteve estável tanto em comparação ao ano anterior quanto ao trimestre imediatamente anterior.

