Projeções de Crescimento e Inflação em Queda
A economia argentina inicia o ano de 2026 com expectativas de crescimento em torno de 4,5%, conforme revelou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quinta-feira (15). Esse avanço ocorre em um cenário de desaceleração significativa da inflação, que, segundo o FMI, caiu de níveis alarmantes de três dígitos para cerca de 30% em 2025. Este é o ponto mais baixo registrado em oito anos, resultado de uma combinação eficaz de ajustes fiscais, controles monetários e expectativas mais estabilizadas, mesmo diante de um ambiente externo desafiador para as economias emergentes.
A análise do FMI enfatiza que a implementação consistente dos programas econômicos desempenhou um papel crucial em equilibrar o processo de desinflação e enfrentar riscos financeiros globais. A instituição acredita que as políticas adotadas pelo governo argentino reduziram pressões internas sem comprometer o crescimento da atividade econômica.
Confiança do Mercado e Expectativas Futuras
Julie Kozack, diretora de comunicação do FMI, destacou que “as projeções indicam um crescimento de aproximadamente 4,5%, enquanto a inflação se estabiliza em torno de 30% para 2025”. Este panorama, segundo Kozack, realça a sensação de previsibilidade, um fator cada vez mais valorizado por investidores institucionais.
Importância do Orçamento e Agenda Fiscal
Outro aspecto ressaltado pelo FMI é a aprovação do orçamento de 2026 pelo Congresso argentino, considerado um sinal importante de cooperação entre os poderes Executivo e Legislativo. O governo também anunciou intenções de apresentar novas propostas ao parlamento, visando a redução da informalidade no mercado de trabalho, um desafio persistente na economia local.
Além disso, o FMI notou um aumento acelerado das reservas internacionais em dólares no início do ano. Esse crescimento não apenas fortalece a posição financeira do país, mas também contribui para manter a confiança na política cambial e garantir o cumprimento das obrigações externas.
Monitoramento Internacional e Reformas Estruturais
Enquanto monitora a evolução da economia argentina, o FMI também está atento a outras nações que recebem apoio, como a Ucrânia, onde negocia um pacote de ajuda de US$ 8,1 bilhões ao longo de quatro anos, condicionado à continuidade das reformas estruturais necessárias.
A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, começou recentemente uma agenda em Kiev, com reuniões programadas com autoridades governamentais, do banco central e do setor privado. O objetivo é preservar o ritmo das mudanças econômicas em um contexto repleto de riscos geopolíticos.
Para a Argentina, a análise do FMI sugere que o recente desempenho econômico, que combina crescimento, inflação em baixa e fortalecimento das reservas, formará as bases das expectativas do mercado ao longo de 2025, especialmente em função da continuidade da agenda fiscal e institucional em andamento.

