Transição do Futebol para a Segurança Pública
Romero de Souza, ex-zagueiro que brilhou no futebol pernambucano, decidiu dar uma guinada em sua carreira ao se tornar diretor penitenciário. Em entrevista ao ge, ele compartilhou detalhes dessa transformação, destacando a preocupação inicial de sua mãe com a nova escolha profissional.
Natural de Caruaru, no interior de Pernambuco, Romero ganhou notoriedade jogando por clubes rivais, como Central e Porto. Sua trajetória no futebol começou em 1999, e em 2001, ele conquistou a Copa Pernambuco com o Central. Após uma passagem de seis temporadas pelo Porto, o atleta encerrou sua carreira nos gramados em 2010, aos 30 anos.
Após se aposentar, Romero se formou em educação física em 2012 e, além disso, foi aprovado em um concurso público que o permitiu assumir um cargo na segurança pública. Na conversa, o ex-jogador revelou que a nova conexão com a área penitenciária trouxe preocupação à sua família. “No início, minha mãe ficou preocupada, mas com o tempo foi entendendo que era um trabalho”, afirmou Romero.
Atualmente, além de atuar como gerente de uma penitenciária estadual, ele também dá aulas de educação física na rede pública. Romero faz uma analogia entre suas duas profissões, ressaltando a importância de uma boa “leitura do jogo”, tanto no campo quanto na gestão penitenciária. “É preciso fazer bem a leitura do ambiente e também analisar as possibilidades para tomar decisões e ter confiança”, disse.
Reflexões sobre a Aposentadoria
Após a drástica mudança em sua rotina, Romero se sente realizado e feliz com sua nova vida profissional. “Sou muito feliz e grato. Sempre busco fazer o melhor”, destacou. Aos 44 anos, o ex-jogador não considera sua aposentadoria precoce um erro. Para ele, a prática do futebol agora se resume a momentos de lazer e confraternização com amigos e ex-colegas de equipe.
Romero ainda participa de atividades com a equipe veterana do Porto, clube que defendeu durante sua trajetória esportiva. “Estou feliz por ter me dedicado aos estudos. Não me arrependo de pendurar as chuteiras com 30 anos de idade. Hoje, o futebol é apenas meu hobby”, completou.
Esta transição na carreira de Romero de Souza ilustra como as habilidades adquiridas no esporte podem ser aplicadas em diversas áreas da vida, refletindo a adaptabilidade e o crescimento pessoal.

