Aumentando o Enfrentamento à Hanseníase
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso está implementando uma série de iniciativas com o objetivo de fortalecer a Rede de Atenção à Saúde e aprimorar a vigilância em torno da hanseníase no estado. Neste mês de janeiro, durante a campanha denominada “Janeiro Roxo”, a Secretaria tem promovido ações de conscientização, visando alertar a população sobre os sintomas da doença. É importante ressaltar que o combate à hanseníase não deve se restringir a períodos específicos, mas sim ser uma preocupação constante ao longo do ano.
A campanha também se propõe a combater o estigma e a discriminação que frequentemente acompanham a condição. O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, enfatiza que a meta principal é intensificar a luta contra a hanseníase em Mato Grosso. Para isso, é crucial realizar diagnósticos precoces, assegurar tratamentos adequados e monitorar os contatos, tudo visando uma significativa redução nos casos da doença.
Dados e Recursos Disponíveis
Figueiredo destaca que, apesar da hanseníase ser uma doença crônica e transmissível, ela possui tratamento eficaz e gratuito acessível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os números mostram uma realidade preocupante: segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), em 2024, foram registrados 4.723 casos novos de hanseníase em Mato Grosso. Para o ano de 2025, até o momento, 3.770 novos casos foram notificados, lembrando que os dados de 2024 ainda são parciais.
O Centro Estadual de Referência em Média e Alta Complexidade (Cermac), vinculado à Secretaria de Saúde, desempenha um papel fundamental no atendimento especializado a pacientes com hanseníase. Essa unidade é responsável pelo acompanhamento de casos com suspeitas de falência terapêutica, resistência a medicamentos, bem como pela análise de reações hansênicas e outras situações que requerem um acompanhamento clínico mais próximo.
Com todas essas ações, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso busca não apenas tratar a doença, mas também educar a população, quebrar tabus e, acima de tudo, assegurar que todos tenham acesso a um tratamento digno e eficaz.

