A Importância da Alimentação Escolar na Educação
A secretaria estadual de Educação de Mato Grosso anunciou um investimento de R$ 165,7 milhões em sua política de alimentação escolar ao longo do ano. Essa soma abrange mais de 312 mil estudantes que integram a rede estadual. Desse total, 77,3% dos recursos, ou seja, cerca de R$ 128 milhões, foram oriundos do governo do Estado, enquanto o repasse federal registrou um total de R$ 37,6 milhões.
De acordo com Alan Porto, secretário de Educação, esse aumento no investimento por parte do Estado demonstra um compromisso proativo com a alimentação escolar, o que garante não apenas a continuidade do fornecimento de refeições, mas também melhorias constantes na qualidade do serviço. “A alimentação escolar é parte fundamental do processo de aprendizagem. Quando o aluno está bem alimentado, ele aprende melhor. Temos ampliado os recursos próprios do Estado para assegurar refeições nutritivas, diversificadas e com produtos de qualidade, além de valorizar os profissionais que fazem esse trabalho diariamente nas escolas”, afirmou.
Ampliação e Padronização das Refeições nas Escolas
Em 2023, a Seduc deu passos importantes na ampliação e padronização da oferta de refeições. As escolas de tempo parcial começaram a oferecer duas refeições diárias, enquanto as unidades de tempo integral passaram a disponibilizar três refeições. Já as escolas agrícolas estão atendendo às demandas específicas dos estudantes, oferecendo até seis refeições por dia.
Além disso, a política de alimentação escolar também incentiva a criação de hortas nas escolas e a implementação do Sistema de Apoio à Gestão da Alimentação Escolar (SAGE), promovendo práticas sustentáveis e educativas que envolvem os estudantes e as comunidades locais.
Fortalecimento da Agricultura Familiar e Benefícios Locais
Outro ponto destacado em 2023 foi o fortalecimento da agricultura familiar, em compliance com a Lei Federal nº 11.947/2009. No ano passado, Mato Grosso utilizou 49,36% dos recursos federais do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) para aquisição de alimentos oriundos da agricultura familiar, superando em muito o mínimo legal de 30% estipulado pela legislação.
Essa iniciativa permitiu a compra de mais de 80 tipos de produtos, incluindo frutas, verduras, hortaliças, laticínios, café e peixe, beneficiando pequenos produtores, comunidades tradicionais e aldeias indígenas. Essa estratégia não apenas melhora a qualidade da alimentação escolar, mas também fortalece a economia local, promovendo o desenvolvimento das comunidades agrícolas.
Planos Futuros e Investimentos em Alimentação Escolar
O planejamento para 2026 já está em andamento, com a previsão de um investimento ainda maior, totalizando R$ 197,6 milhões destinados à alimentação escolar. Essa iniciativa indica uma continuidade do compromisso do Estado com a nutrição e a educação dos alunos.
Com essas ações, Mato Grosso se estabelece como um exemplo de como investimentos na alimentação escolar podem repercutir positivamente na educação, saúde e bem-estar dos alunos, garantindo que cada criança tenha acesso a refeições de qualidade e, assim, contribuindo para seu aprendizado e desenvolvimento integral.

