Avanços na Saúde de Pernambuco
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) de Pernambuco anunciou que, em 2025, foram investidos mais de R$ 518 milhões em infraestrutura e reformas das unidades de saúde. Esses investimentos resultaram em uma significativa diminuição das filas para exames complexos, como tomografia e ressonância magnética, em diversas regiões do estado. Os dados foram apresentados pela secretária Zilda Cavalcanti durante uma audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), realizada no dia 4 de janeiro.
De acordo com os números expostos, cerca de R$ 329 milhões dos investimentos foram direcionados para reformas e ampliações nas unidades de saúde, com recursos provenientes, em sua maioria, de operações de crédito aprovadas pela Alepe. “O valor investido não se limitou apenas às reformas; abrange também a atualização do parque tecnológico, incluindo investimentos em informatização e práticas inovadoras. Este foi o maior investimento em saúde dos últimos anos,” afirmou Zilda.
Despesas em Saúde e Resultados
Sobre as despesas correntes, a secretária destacou que os gastos totais em saúde somaram R$ 6,25 bilhões em 2025, representando 15,75% das receitas do estado. Esse índice é cerca de 30% superior ao mínimo exigido pela Constituição, que estabelece um piso de 12% das receitas tributárias e transferências recebidas.
Um dos destaques da apresentação foi a redução da fila de espera para exames essenciais. Zilda informou que, em 2025, o sistema público estadual realizou 124.847 exames de ressonância magnética, marcando um crescimento de 28% em comparação ao ano anterior. Como resultado, a fila para esses exames caiu de 38 mil em maio de 2024 para menos de 17 mil em dezembro de 2025. Em 10 das 12 gerências regionais, a espera para ressonâncias magnéticas foi completamente eliminada, assim como a fila para tomografias.
Carretas da Mulher e Diagnósticos Precoces
A secretária também celebrou os números dos atendimentos realizados pelas Carretas da Mulher, que atenderam 60.951 mulheres em 100 municípios pernambucanos no último ano. Essa iniciativa leva exames de mamografia, colposcopia e consultas ginecológicas a diversas localidades, contribuindo para a detecção precoce de doenças. Nos dois primeiros meses de 2026, o programa contabilizou 78.937 atendimentos em 140 municípios. “Apesar de apenas oito meses de funcionamento, o programa já conseguiu diagnosticar precocemente 200 mulheres com câncer de colo do útero e mama, encaminhadas para tratamento,” relatou Zilda.
A Importância da Interiorização dos Serviços de Saúde
O deputado Sileno Guedes (PSB), presidente da Comissão de Saúde, elogiou iniciativas como as Carretas da Mulher, mas também cobrou do governo a construção de mais unidades de saúde no Interior do estado. “Onde estão as novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais em Pernambuco? Existem promessas, como a do hospital Mestre Dominguinhos, mas ainda são apenas promessas para o futuro,” criticou o deputado. Ele comparou isso com a administração que ele fez, que resultou na construção de nove grandes hospitais e na implementação das UPAs.
Em resposta, Zilda esclareceu que a atual gestão tem priorizado a criação de leitos credenciados de alta complexidade, descentralizando o atendimento em vez de inaugurar novas UPAs. Ela enfatizou a importância da entrega de salas de hemodinâmica em Serra Talhada e Araripina, que visam evitar sequelas em pacientes que necessitam de atendimento rápido em casos de AVC ou infarto, reduzindo o tempo de transferência para hospitais em Caruaru ou Recife.
Deputados da base governista, como Luciano Duque (SD), Socorro Pimentel (União), Izaías Régis (PSDB) e Antônio Moraes (PP), acreditam que a melhoria do atendimento no Interior é uma característica marcante da gestão atual. “A interiorização e descentralização são caminhos essenciais para a saúde pública. Nós que vivemos em regiões distantes sabemos das dificuldades em ter acesso a profissionais de saúde,” comentou Socorro Pimentel, destacando a relevância dessas políticas para a população.

