Iniciativas do MEC para o Dia da Escola
O Ministério da Educação (MEC) celebra o Dia da Escola, comemorado no dia 15 de março, com um conjunto de políticas voltadas para a educação básica, visando garantir o acesso a um ensino de qualidade e equitativo para todos os brasileiros. As ações incluem a promoção de um ambiente escolar seguro e propício para a aprendizagem, algo que se tornou ainda mais relevante após a decisão do Governo do Brasil de restringir o uso de celulares nas escolas.
A medida, que visa proteger os estudantes, já apresenta resultados positivos. Agora, os dispositivos móveis são utilizados de forma controlada, focando no aprendizado, servindo apenas como ferramentas pedagógicas dentro das salas de aula.
Avaliação dos Resultados e Conectividade nas Escolas
Para avaliar o impacto dessas mudanças, está em curso a Pesquisa Nacional – 1º ano da Lei nº 15.100/2025. Este estudo, que abrange mais de 8 mil instituições de ensino, públicas e privadas, em diversas regiões do Brasil, tem como objetivo analisar como a nova norma sobre o uso de aparelhos eletrônicos está sendo interpretada e implementada nas escolas.
Além disso, o governo federal tem investido na ampliação da conectividade nas escolas públicas, aumentando a cobertura de internet de 45% em 2023 para 70% até 2026. Atualmente, cerca de 96 mil escolas contam com infraestrutura digital adequada, fundamental para o uso pedagógico.
Avanços na Infraestrutura Educacional e Tempo Integral
Esses esforços fazem parte de um panorama mais amplo da evolução da educação no Brasil. Desde 2023, o Governo já entregou mais de 2.250 unidades escolares, creches e quadras esportivas, e deu continuidade a obras que estavam paralisadas, com mais de 6 mil projetos em andamento.
De acordo com dados do Censo Escolar de 2025, um em cada quatro estudantes da educação básica está matriculado em instituições de ensino em tempo integral, superando a meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE). Para garantir essa formação completa, o MEC tem incentivado políticas voltadas para a educação em tempo integral, com 91% das cidades brasileiras já implementando iniciativas nessa área, um aumento considerável em relação aos 17% registrados em 2023.
Investimentos em Alimentação e Alfabetização
No que diz respeito à alimentação escolar, os resultados são igualmente significativos. O MEC anunciou um novo reajuste em 2026, elevando em 55% o orçamento destinado à alimentação da rede pública de ensino. Além disso, mais de 240 milhões de livros estão sendo distribuídos nas escolas públicas do país por meio do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD).
Outro aspecto importante é o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, que visa melhorar a alfabetização entre os estudantes. Antes da implementação dessa política, apenas 36% das crianças estavam alfabetizadas no tempo certo; em 2024, esse índice subiu para 60%, mostrando um avanço significativo.
Programas de Apoio e Valorização dos Professores
Um dos programas destacados nesta gestão é o Pé-de-Meia, que oferece apoio financeiro aos estudantes do ensino médio, com um valor mensal de R$ 200 para aqueles que mantêm a frequência e a aprovação. Para os jovens que consigam concluir o ciclo de estudos, haverá um pagamento de R$ 1.000, incentivando a permanência na escola.
Atualmente, o programa já beneficia quase 6 milhões de estudantes, contribuindo para a redução do abandono escolar e do atraso na aprendizagem, colocando mais jovens na idade correta para a série em que estão matriculados.
Ações de Valorização e Inclusão na Educação
As ações voltadas à valorização dos docentes também têm sido um foco. Em 2026, os professores retornaram ao trabalho com um aumento real no piso salarial, além de benefícios associados à nova Carteira Nacional Docente do Brasil. Entre essas vantagens, destacam-se mais de 9 mil cursos gratuitos de formação, vale-computador e bolsas para estudantes de licenciatura, além de condições especiais em serviços e produtos de tecnologia oferecidos por 45 empresas.
Por fim, o MEC tem promovido investimentos direcionados à inclusão de alunos de baixa renda, pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. O número de matrículas na educação especial quase dobrou nos últimos três anos, refletindo um compromisso com a equidade no aprendizado.

