Desempenho Forte do Setor de Serviços em Pernambuco
Em abril de 2026, Pernambuco apresentou um desempenho notável no setor de serviços, alcançando a terceira maior alta mensal do país no índice de volume de serviços. Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado cresceu 2,4% em relação a março, valor que mais que dobrou a média nacional de 1,2%. Esse avanço evidencia a força da economia local em um momento de desafios nacionais.
No aspecto da receita nominal, Pernambuco registrou crescimento de 1,2% em abril, ocupando a sétima posição entre as doze unidades federativas analisadas. O setor de turismo também contribuiu significativamente para essa performance, com Pernambuco conquistando a segunda maior alta do país, com um aumento de 6,9% em comparação ao mês anterior. Este resultado superou a média nacional de 4,1% e o crescimento de 5,5% de São Paulo, ficando atrás apenas da Bahia, que liderou com 10,8%. Enquanto isso, estados como Amazonas, Ceará e Santa Catarina apresentaram retração no setor turístico.
Impacto da Inflação na Produção e Receita
Apesar dos avanços mensais, a análise interanual revela uma realidade mais complexa. Na comparação entre abril de 2026 e abril de 2025, Pernambuco cresceu 6,3% na receita nominal, mas sofreu uma queda de 2,4% no volume total de serviços. Essa divergência entre faturamento e produção indica o efeito direto da inflação sobre a economia local, que reduz o poder de compra e limita o crescimento real do setor.
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Essa discrepância é visível em segmentos específicos. Por exemplo, os serviços prestados às famílias registraram aumento de 3,9% na receita nominal, porém caíram 4,8% no volume. O setor de transportes e logística teve uma redução ainda mais significativa no volume real, de 8,1%, apesar de um crescimento de 4,8% na receita nominal. Outros serviços seguiram a mesma tendência, com alta de 3,7% na receita e queda de 2,2% no volume.
Em contraste, o segmento de informação e comunicação conseguiu manter crescimento real, com aumento de 3,1% na receita e 0,8% no volume. O destaque positivo ficou com os serviços profissionais, administrativos e complementares, que apresentaram expansão robusta de 13% na receita e crescimento real de 6,1% no volume de serviços.
Panorama Econômico e Projeções para 2026
A análise acumulada dos primeiros quatro meses de 2026 reforça essa dinâmica. Pernambuco cresceu 6,5% na receita nominal, mas o volume de serviços permaneceu praticamente estável, com variação negativa de 0,1%. No acumulado dos últimos 12 meses, a tendência seguiu semelhante, com leve crescimento de 0,1% no volume real e avanço de 5% no faturamento bruto.
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Os serviços prestados às famílias e os profissionais foram os segmentos com melhor desempenho na receita acumulada, ambos registrando crescimento de 6,8%. A Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE acompanha o comportamento do segmento não financeiro no país, avaliando a receita bruta de empresas formalizadas com 20 ou mais funcionários, exceto saúde e educação.
Esses dados apontam para um cenário em que a inflação pressiona o setor de serviços em Pernambuco, limitando o crescimento real, mas sem impedir avanços no faturamento. Para famílias e empresas, isso significa que o aumento de preços continua a impactar o consumo e a atividade econômica, enquanto alguns segmentos específicos demonstram maior resistência e dinamismo.

