Setor Têxtil em Crescimento
O polo têxtil do Agreste Pernambucano, composto por Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe, desempenha um papel crucial na economia de Pernambuco, representando 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. Juntas, essas cidades movimentaram R$15,6 bilhões entre os anos de 2024 e 2025, conforme informou Danielle Jar Souto, secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, durante a abertura da feira de negócios Agreste Tex 2026, realizada no dia 14 de abril. A secretária destacou que o setor têxtil é o segundo mais relevante da economia pernambucana, ressaltando seu impacto no desenvolvimento local.
No contexto da feira, que acontece bienalmente em Caruaru e reúne insumos, máquinas e equipamentos do setor, Marcelo Prado, diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), enfatizou a importância do polo têxtil. Ele comentou que Pernambuco detém a maior participação na produção de jeans do Brasil, posição que a região conquistou em 2020, em virtude das produções de Caruaru e Toritama.
Crescimento da Produção de Jeans
Segundo dados do Iemi, a produção total de jeans no Brasil deve alcançar R$16,5 bilhões em 2025, o que representa um crescimento de 6,1% em relação ao ano anterior, superando até mesmo o incremento da indústria têxtil e de confecção, que foi de 4,5% no mesmo período. “Se considerarmos a inclusão de brim colorido, podemos adicionar mais R$4 a R$5 bilhões a essa cifra”, complementou Prado.
A receita do varejo de jeanswear no Brasil também apresentou um resultado expressivo, totalizando R$31,7 bilhões em 2025, de acordo com o Iemi. Em termos de volume, o país produziu cerca de 298 milhões de peças de jeans no mesmo ano, registrando um crescimento físico de 1,7%. Contudo, o número de fábricas enfrentou uma leve retração de 1,3%, resultando em 5,4 mil unidades produtivas ao longo do último ano.
Apesar do aumento na produção de peças, Marcelo Prado alertou que esse crescimento não foi suficiente para restaurar os níveis da indústria de jeans aos padrões que eram observados antes da pandemia.
Expectativas para o Futuro
O Iemi apresenta previsões otimistas para 2026, projetando um aumento de 6% na receita do varejo de vestuário em comparação a 2025, quando o setor alcançou R$312,5 bilhões. Além disso, é esperada uma elevação de 2,5% nas peças comercializadas no próximo ano, subindo de 6,3 bilhões de peças vendidas em 2025.
Essas expectativas são impulsionadas por fatores como o aumento no número de empregos e a elevação da receita no país. A redução do imposto de renda para pessoas que têm uma renda mensal de até R$5 mil também poderá contribuir para essa expansão, segundo a análise de Prado. A expectativa é que essas medidas resultem em um consumo mais robusto em 2026, beneficiando o setor de vestuário e, consequentemente, toda a economia local.

