Mudanças no Estatuto do Desarmamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova legislação que autoriza o porte de armas para os policiais legislativos em assembleias estaduais e na Câmara do Distrito Federal. Com essa decisão, a medida se estende a toda a polícia legislativa em território nacional, já que os agentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal já contavam com essa permissão anteriormente.
O projeto de lei, que traz alterações significativas ao estatuto do desarmamento de 2003, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados em setembro e aguardava apenas a sanção do presidente. Antes de seguir para essa etapa, o PL já havia passado pelo crivo do Senado, o que denota uma articulação favorável em torno da proposta.
Contudo, Lula decidiu vetar certos trechos do texto que dispensavam os policiais legislativos da obrigatoriedade de apresentar comprovações de idoneidade, capacidade técnica e aptidão psicológica para o manuseio de armas de fogo. Este veto destaca a preocupação com a segurança no uso de armamentos, alinhando-se às diretrizes do estatuto que buscam garantir que apenas indivíduos qualificados tenham acesso a armas.
A nova legislação, além de expandir as permissões, gera debate entre especialistas e a sociedade sobre a eficácia e segurança que esse porte de arma poderá proporcionar. Assim como em outras discussões sobre armamento, a questão gira em torno da proteção de representantes e a necessidade de salvaguardas para evitar abusos.
Em meio a esse cenário, o governo federal enfatiza que a segurança dos policiais legislativos é fundamental, sendo que a ampliação do porte é uma forma de garantir que esses profissionais possam desempenhar suas funções com mais segurança. Porém, a questão deixada em aberto com os vetos mostra que a busca por um equilíbrio entre segurança e regulamentação ainda é uma prioridade.

