Iniciativas Transformadoras para o Cuidado Feminino no Brasil
Desde o início da atual gestão, o Ministério da Saúde tem intensificado ações para fortalecer as políticas públicas voltadas à saúde das mulheres. Dentre as principais estratégias, destacam-se a oferta de novos métodos contraceptivos, a ampliação da cobertura do pré-natal e a implementação de iniciativas voltadas à prevenção do câncer e ao acompanhamento de condições crônicas. O ministério também tem se dedicado às mulheres que são vítimas de violência, introduzindo serviços de teleatendimento em saúde mental, promovendo a reconstrução dentária pelo SUS e solicitando a inclusão do CID de feminicídio junto à OMS, visando aprimorar a coleta de dados e as políticas públicas relacionadas.
Em 2025, o Ministério da Saúde lançou o programa Agora Tem Especialistas, cujo objetivo é ampliar e qualificar o acesso à saúde especializada pelo SUS. Essa iniciativa inovadora tem contribuído significativamente para a redução do tempo de espera para consultas, exames e cirurgias. Os resultados já são notáveis, especialmente nas ações voltadas ao diagnóstico precoce e prevenção do câncer de mama e colo do útero.
No ano passado, 33 carretas de saúde da mulher percorreram todos os estados do Brasil, oferecendo consultas, exames e cirurgias. Entre os procedimentos realizados, destacam-se exames de mamografia, ultrassonografia pélvica e transvaginal, além de biópsias.
Avanços na Prevenção e Cuidado do Câncer
As ações de prevenção e cuidado do câncer entre as mulheres avançaram consideravelmente em 2025. Um total de 3 milhões de mamografias bilaterais de rastreamento foram realizadas, e pela primeira vez, mais de 90% das mulheres relataram ter feito o exame, conforme dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas.
O SUS também incorporou o medicamento Trastuzumabe Entansina, que pode reduzir em até 50% a mortalidade por câncer de mama do tipo HER2-positivo. Com um investimento de aproximadamente R$ 159,3 milhões, a rede pública passou a atender 100% da demanda pelo medicamento, proporcionando um avanço significativo no tratamento.
Outra medida fundamental foi a ampliação da oferta de mamografias para mulheres a partir dos 40 anos, independentemente de apresentar sintomas ou histórico familiar. Além disso, o governo federal começou a implementar o teste de biologia molecular DNA-HPV, um método inovador que faz parte do novo rastreamento organizado do câncer de colo do útero, destinado a mulheres de 25 a 64 anos e que possibilita um intervalo de cinco anos entre os exames.
A vacinação contra o HPV também foi reforçada, pois é crucial para prevenir diversos tipos de câncer, incluindo o colo do útero. A estratégia de resgate vacinal foi estendida até o primeiro semestre de 2026, visando jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam a vacina na faixa etária recomendada.
Saúde Sexual e Reprodutiva: Novas Abordagens
Entre as inovações introduzidas em 2025, está a disponibilização do implante subdérmico contraceptivo de etonogestrel (Implanon) pelo SUS. Em um período de seis meses, 500 mil unidades foram distribuídas para os estados, com a previsão de entrega de 1,8 milhão de dispositivos até o final do ano. Além disso, mais de 2 mil profissionais foram capacitados para orientar e acompanhar o uso desse importante método contraceptivo.
O SUS também oferece preservativos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais, injetáveis hormonais, laqueadura tubária bilateral e vasectomia. Para o tratamento da endometriose, foram introduzidos o DIU liberador de levonogestrel e o desogestrel, ampliando as opções terapêuticas disponíveis.
O programa Dignidade Menstrual também avançou, beneficiando mais de 3,7 milhões de mulheres e meninas, com a distribuição gratuita de 392 milhões de absorventes, o que fortaleceu ainda mais a conexão com as equipes da Atenção Primária. O acesso ao serviço foi facilitado, permitindo a retirada dos insumos diretamente nas Unidades Básicas de Saúde e na página de consulta do Programa Pé-de-Meia.
Saúde Materna e Infantil: Foco na Redução das Desigualdades
A Rede Alyne, principal estratégia do SUS para reduzir a mortalidade materna por causas evitáveis, especialmente entre mulheres pretas e indígenas, viu seu recurso para exames de pré-natal triplicado, passando de R$ 55 para R$ 144 por gestante para o combo de exames realizados até 20 semanas de gestação. Foram destinados cerca de R$ 117 milhões aos municípios para testes rápidos e outros exames, além da criação de um ambulatório voltado para gestantes e puérperas de alto risco.
Outras ações abrangem novos indicadores de cofinanciamento atrelados à saúde da mulher, cursos de qualificação, ampliação da suplementação de cálcio na Atenção Primária e iniciativas voltadas ao cuidado neonatal.
Para 2026, a expectativa é de que os atendimentos nas Carretas do Agora Tem Especialistas sejam ampliados, com a implementação de 150 unidades móveis, divididas em três tipos: saúde da mulher, exames de imagem e oftalmológicos. O Novo PAC Saúde também prevê a construção de 36 maternidades e 31 centros de parto normal pelo país, com o objetivo de fortalecer o cuidado humanizado para gestantes, puérperas e recém-nascidos.
As ações estratégicas do Ministério da Saúde reafirmam o compromisso do SUS com a saúde integral das mulheres, promovendo uma agenda governamental que visa a redução das desigualdades de gênero e o cuidado equitativo e integral.

