Wilson Soares e seu impacto no jornalismo econômico
Wilson Soares morreu aos 86 anos, no mesmo dia em que completava aniversário. Ex-repórter da editoria de Economia do Diario de Pernambuco, Soares deixou um legado que ultrapassa as páginas do jornal, influenciando gerações de jornalistas e leitores em Pernambuco.
Casado com Marleide Melo, Wilson era pai de duas filhas, Vaneide e Luziana. Vaneide, que seguiu carreira no jornalismo, atribui a escolha da profissão à forte inspiração do pai: “Eu estava na Itália e resolvi voltar para cuidar dele. Ele era um amor de pessoa e um excelente pai. Fiz jornalismo muito por conta da influência dele, uma referência para mim”, relembra.
Trajetória marcada pela imprensa pernambucana
Wilson iniciou a carreira na Rádio Clube, período em que integrava uma geração que marcou o jornalismo local entre as décadas de 1950 e 1970. Trabalhou ao lado de nomes como Selênio Homem de Siqueira, João Alberto Sobral e Lêda Rivas, consolidando-se como uma voz respeitada no cenário econômico e midiático.
Leia também: Juazeiro do Norte: O Motor Econômico do Interior do Ceará com 25 mil Empresas Ativas
Fonte: triangulodeminas.com.br
Leia também: Juazeiro do Norte: Centro Econômico em Ascensão no Interior do Ceará
Fonte: odiariodorio.com.br
Além do trabalho jornalístico, Soares participou da boemia literária recifense, convivendo com intelectuais como Mauro Mota e Homero Fonseca. Essa vivência enriqueceu sua abordagem, refletida em artigos que exploravam a economia regional de forma crítica e acessível.
Contribuições para a economia de Pernambuco
Em 2009, seu artigo “Maratona Sertaneja” foi registrado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco e publicado pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). O texto revisita o desenvolvimento econômico do estado, destacando a interiorização das políticas públicas, os primeiros distritos industriais, a criação da Codene — que originou a Sudene — e o crescimento dos municípios interiores.
Paula Losada, diretora de Jornalismo do Diario e colunista, lembra Soares como “uma pessoa especial, divertida e muito querida, que gostava da boemia”. O jornalista também é mencionado no livro “Zé Limeira, Poeta do Absurdo”, de Orlando Tejo, que o identifica pelo apelido “Rato Branco”, refletindo sua presença marcante no meio cultural e jornalístico.
Diario de Pernambuco: uma história de credibilidade e inovação
Fundado em 1825, o Diario de Pernambuco é o jornal mais antigo em circulação no hemisfério sul e referência em credibilidade na imprensa brasileira. Sua trajetória é marcada por uma relação próxima com o leitor, que vai além da simples transmissão de notícias, promovendo participação e diálogo constante.
Atualmente, o Diario mantém um ecossistema multiplataforma, que inclui portais segmentados e rádios, ampliando seu alcance sem perder a identidade editorial. Com mais de 4,5 milhões de leitores nas redes sociais e liderança no Instagram com 1,6 milhão de seguidores, o jornal continua sendo um importante veículo de informação e memória para Pernambuco.

