Estratégias de Combate e Ação Comunitária
A Prefeitura de Alagoinhas está intensificando suas ações para o combate às arboviroses, incluindo Dengue, Zika e Chikungunya. Com um cronograma rigoroso, o município realiza essas atividades de forma estratégica ao longo do ano, dividido em quatro ciclos trimestrais. Durante cada fase, os agentes de endemias da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) visitam aproximadamente 90 mil imóveis, abrangendo residências, comércios, escolas e igrejas.
No início de 2026, Alagoinhas já está em seu primeiro ciclo de combate. Segundo João Luiz Teixeira, gerente de Endemias da Sesau, as ações vão muito além das simples visitas aos imóveis. “Quando identificamos dois casos suspeitos ou um confirmado em uma mesma área, iniciamos o bloqueio de transmissão, que envolve delimitação de raio e, em situações excepcionais, a aplicação de inseticidas. Temos atuado diariamente, de domingo a domingo, em todo o município, focando especialmente nas áreas com maior concentração de casos, como Petrolar e o Centro”, explicou Teixeira.
Atualmente, os índices de infestação em Alagoinhas apontam para 1,08% de imóveis com larvas do mosquito, um percentual que se aproxima do limite aceitável pelo Ministério da Saúde, que é de menos de 1%. No entanto, algumas regiões já apresentam níveis de alerta, com índices acima de 3,9%. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e levantamentos da Vigilância em Saúde de Alagoinhas indicam que locais como Conjunto Rômulo Almeida possui 5,17%; Urbis do Petrolar registra 4,84%; e Parque Floresta, 3,03%, sendo este último considerado um risco médio.
Em relação aos casos notificados, o Centro da cidade lidera com 61 registros, seguido por Jardim Petrolar com 35. Os bairros Teresópolis e Barreiro têm nove e oito notificações, respectivamente, e estão sob constante monitoramento das equipes da Sesau.
A Importância da Colaboração da Comunidade
Para enfrentar a atual situação de arboviroses, é fundamental que a população tome ações preventivas, como evitar acumular água parada em vasos de plantas, garrafas, calhas, recipientes de degelo, caixas d’água e tonéis. Além disso, é crucial que os moradores permitam o acesso das equipes da Sesau às residências para a realização de vistorias.
João Luiz Teixeira enfatiza que a resistência de alguns moradores tem sido um obstáculo significativo para as equipes. “Todos os profissionais estão devidamente identificados e fardados. É essencial que a população abra as portas dos imóveis, uma vez que os estudos mostram que de 75% a 90% dos focos do mosquito estão dentro das casas. Também é recomendado que, ao apresentarem sintomas, as pessoas busquem imediatamente uma unidade de saúde próxima. A notificação é fundamental para que a prefeitura identifique as áreas que necessitam de intervenção e envie as equipes para o bloqueio”, destaca Teixeira.
A colaboração da comunidade é, portanto, um aspecto indispensável na luta contra as arboviroses. A mobilização conjunta entre a população e os órgãos de saúde é crucial para controlar a disseminação das doenças e proteger a saúde coletiva.

