Cultura em Números: Nova Governança Cultural em Pernambuco
Na tarde da última terça-feira (5), a Secretaria de Cultura de Pernambuco promoveu o evento “Cultura em Números – O Novo Marco de Governança em Pernambuco”, realizado no Cais do Sertão. O encontro teve como destaque a apresentação dos resultados do 1º Censo Cultural do estado e o lançamento da plataforma digital do Observatório de Indicadores Culturais e Inovação em Dados (ObIC). Essa iniciativa marca o início de um ciclo inovador na produção, sistematização e difusão de dados culturais, com foco no monitoramento, transparência e formulação de políticas públicas fundamentadas em evidências.
O evento contou com a presença da secretária de cultura de Pernambuco, Cacau de Paula, e outros nomes importantes do setor, como a secretária executiva Yamim Neves e a presidente da Fundarpe, Renata Borba. A programação ainda incluiu a participação de Karlos Takamaru, agente cultural do Ministério da Cultura, e Priscila Lapa, gerente de políticas públicas do Sebrae-PE, além de gestores públicos, instituições parceiras e representantes da sociedade civil. Todos se uniram na construção de uma agenda estratégica voltada para a governança cultural.
A nova plataforma e o Censo Cultural representam um compromisso da Secretaria de Cultura em adotar uma gestão pública orientada por dados. “Com essas iniciativas, transformamos dados em políticas públicas que ampliam o conhecimento sobre a cultura pernambucana, valorizando a diversidade cultural e contribuindo para o desenvolvimento social e econômico do nosso estado”, enfatizou Cacau de Paula.
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Impacto e Importância do Censo Cultural
Yasmin Neves, secretária executiva, ressaltou a relevância do Censo Cultural ao afirmar que “não existe política pública sem informação qualificada”. Para ela, a transformação dos dados em relatórios é essencial para facilitar a construção contínua das políticas culturais. “Esses documentos são guias que nos ajudam a entender onde estamos acertando e onde podemos melhorar”, destacou.
Karlos Takamaru, do Ministério da Cultura, compartilhou sua experiência ao visitar locais que antes não tinham visibilidade, afirmando que o Censo Cultural não se resume a números, mas representa um reconhecimento dos artistas que têm contribuído para o fortalecimento da cultura local.
Diagnóstico Inédito do Setor Cultural Pernambucano
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Fonte: soudebh.com.br
A programação do evento também incluiu a divulgação de um diagnóstico inédito sobre o setor cultural em Pernambuco. Esse levantamento detalha informações sobre agentes culturais, equipamentos, territórios e dinâmicas culturais em todo o estado. Os dados estão disponíveis em um dashboard online, permitindo uma análise estruturada sobre as diferentes dimensões da cultura e oferecendo subsídios técnicos para a tomada de decisão, além de ajudar na redução das desigualdades territoriais no acesso a políticas públicas.
O Censo Cultural é uma iniciativa pioneira que registrou 4.014 agentes culturais, 147 equipamentos culturais e mapeou 159 territórios, abrangendo todos os 158 municípios pernambucanos e o arquipélago de Fernando de Noronha. A partir dos resultados, foi possível observar que 75% dos agentes culturais estão situados no Sertão, Agreste e Zonas da Mata, enquanto 70% dos equipamentos culturais estão localizados fora da Região Metropolitana do Recife. Esses dados são fundamentais para compreender as especificidades territoriais e direcionar investimentos públicos de forma mais equitativa.
Plataforma Digital do Observatório de Indicadores Culturais
Durante o evento, também foi lançado o site oficial do Observatório de Indicadores Culturais e Inovação em Dados (ObIC), disponível em www.obic.cultura.pe.gov.br. Essa plataforma pública foi criada para organizar e disseminar informações estratégicas sobre o setor cultural. A ferramenta conta com painéis interativos que incluem o Censo Cultural, relatórios e pesquisas, além de bases de dados culturais e conteúdos analíticos. A proposta é permitir um monitoramento contínuo dos indicadores culturais e apoiar a formulação e avaliação de políticas culturais, promovendo a transparência e o acesso a dados qualificados.
Colaboração e Articulação Institucional
O projeto é fruto da colaboração com diversas instituições, incluindo a Fundação Joaquim Nabuco, a Universidade Federal de Pernambuco e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Essas parcerias foram fundamentais para o suporte técnico, metodológico e estratégico no desenvolvimento das ações. A participação do Ministério da Cultura, secretarias estaduais e municipais, conselhos culturais e agentes territoriais também reforça a articulação interfederativa e a construção coletiva das políticas públicas de cultura em Pernambuco.

