Desempenho de Pernambuco na geração de empregos
Pernambuco registrou a criação de 13.428 novos empregos formais em agosto, consolidando-se como líder na geração de vagas no Nordeste e ocupando a terceira posição no Brasil. Os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) através do Novo Caged mostram que o Estado ficou atrás apenas de São Paulo, com 42.533 postos, e do Rio de Janeiro, que gerou 20.886 vagas.
Setores que impulsionaram a economia
A participação pernambucana correspondeu a 22,6% do total de empregos formais gerados no Nordeste no mês. O saldo positivo foi distribuído entre os cinco principais setores econômicos do Estado. Serviços lideraram a criação de vagas com 4.393 empregos, seguidos pela indústria (3.296), agropecuária (2.981), construção civil (1.824) e comércio (934), que voltou a apresentar saldo positivo após desempenho negativo em julho.
Um dos destaques foi a cadeia sucroenergética, que contribuiu com 5.050 postos, representando 37,6% do saldo estadual. A fabricação de açúcar liderou com 2.790 vagas, enquanto o cultivo de cana-de-açúcar criou 1.413 oportunidades.
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Impacto no mercado de trabalho regional
No acumulado do ano, entre janeiro e agosto de 2026, Pernambuco soma 36.874 novos empregos formais, com destaque para os serviços, que geraram 26.769 vagas. Nos últimos 12 meses, o saldo alcançou 63.587 postos, elevando o estoque total de empregos formais no Estado para 1.550.518 vínculos, o maior volume já registrado na série histórica.
Considerando o ajuste sazonal, que elimina efeitos recorrentes em determinados períodos, Pernambuco apresentou saldo positivo de 3.110 postos em agosto, ante 748 em julho. A Região Metropolitana do Recife concentrou 5.690 novas vagas, equivalente a 42,4% do saldo estadual.
Perspectivas e análise econômica
Segundo Danielle Jar Souto, secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, o desempenho reflete uma economia vibrante, com geração de empregos em diversos setores. Ela destaca que o acompanhamento contínuo da dinâmica econômica é fundamental para manter o Estado atraente para investimentos e ampliar as oportunidades para a população.
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Os dados também revelam que homens ocuparam 10.055 das vagas criadas em agosto, enquanto mulheres preencheram 3.373 postos. A diferença está relacionada à predominância de setores como agropecuária, indústria, construção e cadeia sucroenergética, que tradicionalmente empregam mais trabalhadores do sexo masculino.
No panorama nacional, o Brasil registrou a criação de 165.827 empregos formais em agosto, 7,2% a mais do que no mesmo mês do ano anterior, totalizando um saldo acumulado de 1.134.033 vagas em 2026. Em Pernambuco, o saldo de julho foi revisado para cima, passando de 1.883 para 2.039 postos.

