Mercado de trabalho formal em Pernambuco cresce com força
Pernambuco manteve uma trajetória de expansão no emprego formal durante os primeiros sete meses de 2026, com um saldo positivo de 23.273 vagas com carteira assinada. De acordo com os dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o estado contabilizou 417.240 admissões contra 393.967 desligamentos, o que representa um aumento de 1,54% no total de trabalhadores com registro formal.
Em julho, o saldo foi de 1.883 novas contratações. Embora esse número seja menor que os picos observados em maio (+6.298) e junho (+6.139), ele reforça a continuidade da expansão econômica local ao longo do ano.
Recife como motor principal da geração de empregos
A capital pernambucana desempenhou papel fundamental nesse cenário, registrando em julho seu sétimo mês consecutivo de saldo positivo, com 482 novas vagas formais. O resultado decorre de 20.731 admissões frente a 20.249 desligamentos, especialmente nos setores de Serviços e Construção.
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No acumulado do ano, Recife criou 12.927 empregos, concentrando mais da metade (54%) das vagas abertas no estado, apesar de abrigar apenas cerca de 16% da população pernambucana. O estoque total de vínculos ativos na cidade atingiu 565.071, consolidando o município como principal polo gerador de oportunidades e investimentos públicos e privados em Pernambuco.
Impacto regional: Pernambuco impulsiona o Nordeste
O desempenho do estado contribuiu significativamente para o crescimento do mercado formal no Nordeste, que registrou 152.127 novos postos de trabalho entre janeiro e julho. A região totalizou 2.261.657 admissões contra 2.109.530 demissões, resultando em variação positiva de 1,92% no estoque de empregos formais.
Pernambuco destacou-se como a segunda maior força geradora de vagas no Nordeste, atrás apenas da Bahia, que liderou com 60.697 novos empregos. Ceará (+28.526), Maranhão (+15.920), Piauí (+13.792), Paraíba (+9.060), Sergipe (+6.020) e Rio Grande do Norte (+1.822) também apresentaram saldo positivo, enquanto Alagoas foi o único estado da região com saldo negativo (-6.983).

