Nomeações no gabinete de Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) oficializou a nomeação de dois assessores para seu gabinete no Senado, mesmo estando fora do Brasil desde o fim de outubro. A permanência nos Estados Unidos ocorre após a derrota na eleição presidencial. Entre os nomeados está Fabiano Augusto de Souza Araújo, ex-funcionário do gabinete do irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, que perdeu o mandato por excesso de faltas. Fabiano foi contratado como auxiliar parlamentar pleno, com remuneração de R$ 7.642,84. Além dele, Maria Carolina Albuquerque e Silva foi reconduzida ao cargo de auxiliar parlamentar sênior, com salário de R$ 9.203,20, após ter deixado o posto para trabalhar na campanha presidencial de Flávio.
Mandato e participação legislativa em meio à ausência
A Secretaria-Geral da Mesa (SGM) do Senado confirmou que o mandato de Flávio segue ativo, já que não há decisão judicial que impeça o exercício das funções. A participação do senador nas sessões legislativas acontece conforme as normas vigentes, como no caso da votação da PEC da Segurança Pública, que Flávio acompanhou de forma remota e votou a favor. O senador se posicionou contra a retirada das emendas referentes à redução da maioridade penal. A sessão ocorreu em formato semipresencial, modalidade que permite o registro de votos a distância.
Controvérsias e questionamentos no Senado sobre ausência
O episódio levantou questionamentos, com o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) apresentando questões de ordem para esclarecer a ausência de comunicação oficial da viagem de Flávio e solicitar a anulação do voto registrado remotamente. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), indicou que o caso será analisado pela Mesa Diretora. A permanência do senador nos Estados Unidos também gera dúvidas sobre sua participação em futuras sessões, visto que faltas não justificadas podem acarretar descontos salariais ou até perda de mandato, de acordo com os requisitos constitucionais. Flávio recebe subsídio bruto mensal de R$ 46.366,19 e mantém a estrutura de seu gabinete parlamentar.
Leia também: Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno: análise da migração dos votos de Cury, Renan e Caiado
Leia também: Lula lidera com 39% e Flávio Bolsonaro mantém 34% no 1º turno, revela pesquisa Indexa/Broadcast
Contexto da saída e articulações internacionais
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil em 27 de outubro, dois dias após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A saída ocorreu após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entrega dos passaportes em investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro. Flávio não cumpriu o prazo e seguiu para Miami. Em carta divulgada nos EUA, manifestou a intenção de liderar a oposição ao governo Lula à distância, enquanto articula encontros com autoridades do governo Donald Trump e lideranças conservadoras americanas. A estratégia política no Brasil se ajusta diante da ausência do senador.
Investigações e posicionamentos de Flávio Bolsonaro
O senador voltou a criticar o STF, especialmente o ministro Alexandre de Moraes, classificando-o como politicamente motivado no contexto das investigações que envolvem suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse e indícios de lavagem de dinheiro relacionados ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. Embora investigado em três inquéritos, Flávio ainda não foi formalmente acusado. Ele também questiona o resultado da eleição presidencial, alegando fraude e dizendo que perdeu “para o sistema”, apesar do reconhecimento da lisura das urnas pelo TSE, observadores internacionais e pelo PL.
Mobilização política e perspectivas futuras
Vivendo nos Estados Unidos, Flávio trabalha junto a aliados no Brasil para avançar pautas como a redução da maioridade penal e a dosimetria para condenados pelo 8 de Janeiro, incluindo seu pai, Jair Bolsonaro (PL). Sobre sua permanência fora do país, afirma que a estadia é temporária e não descarta candidatar-se novamente em futuras eleições. O senador também reconhece a postura do presidente Donald Trump de não interferir nas eleições brasileiras, expressando agradecimento pela receptividade nos EUA.
Leia também: Santa Cruz do Capibaribe: Economia e Religiosidade Sustentam Vitória de Flávio Bolsonaro
Programas habitacionais em Caruaru e articulação local
No âmbito local, a política habitacional em Caruaru tem avançado com mais de 7 mil unidades viabilizadas entre obras concluídas, em andamento e aprovadas no Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), além da PPP Morar no Centro. A cidade recebe o maior volume de investimentos da história do MCMV, utilizando recursos próprios e de instituições financeiras como o BID. Foram entregues oito conjuntos habitacionais e há obras em andamento em diversos bairros. A PPP Morar no Centro prevê a criação de 1.128 habitações sociais e R$ 500 milhões em investimentos ao longo de 25 anos. O secretário de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SEDUL), Felipe Matos, participa das discussões sobre o tema no fórum da ADEMI, reforçando o compromisso com a política de habitação social na região.

