Ronaldo Fenômeno comenta eliminação do Brasil na Copa 2026
A eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo de 2026, após a derrota por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final, segue gerando repercussão no cenário esportivo. Quem entrou no debate sobre as decisões do técnico Carlo Ancelotti foi Ronaldo Nazário, bicampeão mundial e um dos maiores ídolos da Seleção Brasileira, que conhece bem a pressão de defender o país em Mundiais.
O ex-atacante, protagonista de campanhas históricas e artilheiro da Copa de 2002, teve seu nome envolvido em declarações publicadas inicialmente pelo jornal espanhol AS, que atribuíam críticas às escolhas da comissão técnica. O material indicava que Ronaldo avaliava que a eliminação começou nas decisões do banco, ressaltando que “Carlo Ancelotti é um dos melhores técnicos da história do futebol, mas hoje ele cometeu muitos erros”.
Ronaldo nega ter criticado Ancelotti e desmente rumores
Horas após a divulgação das supostas declarações, Ronaldo usou sua conta no X (antigo Twitter) para negar qualquer entrevista ou comentário após o jogo. O ex-jogador classificou as informações como “fake news” e afirmou que não concedeu declarações a nenhum veículo de imprensa após a partida contra a Noruega.
Essa retratação gerou um novo olhar sobre a repercussão da eliminação do Brasil, que encerrou o sonho do hexacampeonato e marcou a primeira vez desde 1990 que a Seleção caiu antes das quartas de final de uma Copa do Mundo. Além disso, o resultado ampliou para 28 anos o jejum brasileiro sem conquistar o título mundial.
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Ancelotti avalia desempenho e derrota da Seleção
Em entrevistas concedidas após o confronto, Carlo Ancelotti adotou um tom diferente ao analisar a campanha da Seleção. Segundo o ge, o treinador destacou que a equipe não merecia ser eliminada naquele momento e afirmou que a derrota representa o início de um novo ciclo, com necessidade de aprimoramento e renovação.
O técnico também reconheceu o protagonismo do atacante norueguês Haaland, que marcou os dois gols decisivos. “Sabíamos que eles poderiam jogar nesse estilo […] durante 70 minutos o jogo estava sob controle, mas Haaland acabou decidindo”, comentou o italiano.
Decisões no ataque e pênalti no centro do debate
Um dos temas mais discutidos após o jogo foram as escolhas no setor ofensivo da Seleção. A ausência de João Pedro na convocação e a participação de Endrick na competição geraram opiniões divergentes entre torcedores e comentaristas. A comissão técnica, por sua vez, justificou as mudanças como uma tentativa de aumentar a profundidade ofensiva. “Teve oportunidade um ou dois minutos depois. Para ter qualidade no último terço, colocamos Neymar e na direita, Endrick”, explicou Ancelotti.
Apesar das alterações, o Brasil não conseguiu reverter o placar. Endrick perdeu uma chance clara no segundo tempo, enquanto Bruno Guimarães desperdiçou um pênalti na etapa inicial. Do outro lado, Haaland foi decisivo ao garantir a classificação da Noruega com seus dois gols.
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Fonte: bh24.com.br
Sobre o pênalti, Ancelotti detalhou que a escolha do cobrador foi baseada em uma estatística da comissão técnica, considerando o desempenho dos jogadores ao longo de um ano. “O melhor a bater o pênalti é Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha, depois Bruno Guimarães, depois Martinelli”, explicou o treinador. Como Neymar, Igor Thiago e Raphinha não estavam em campo, Bruno assumiu a responsabilidade, mas acabou parado pelo goleiro Nyland.
Vinicius Jr. também foi alvo de análises na imprensa
Outro nome que entrou na discussão após a eliminação foi Vinicius Jr., que teve seu desempenho analisado em algumas publicações internacionais. No entanto, essas avaliações fazem parte do conjunto de declarações que Ronaldo negou ter feito, reforçando a necessidade de cautela na interpretação das críticas.
A voz de uma lenda das Copas
Ronaldo Nazário disputou quatro Copas do Mundo, conquistando os títulos de 1994 e 2002. Foi o artilheiro do Mundial da Coreia do Sul e Japão, com oito gols, e marcou duas vezes na final contra a Alemanha, papel fundamental para o pentacampeonato brasileiro. Durante anos, também foi o maior artilheiro da história das Copas, com 15 gols.
Seu posicionamento na imprensa, mesmo que posteriormente desmentido, mostra a relevância de sua opinião no contexto do futebol brasileiro, especialmente após a eliminação da Seleção na Copa 2026.

