Um marco cultural na Baixada Fluminense
A Baixada Fluminense celebrou um importante passo em sua trajetória cultural com a inauguração do Museu de Arqueologia e Etnologia de Nova Iguaçu (MAE-NI), realizada na última quinta-feira (30). O evento contou com a presença do secretário-executivo do Ministério da Cultura (MinC), Márcio Tavares, e fez parte da programação do Circula MinC, que também abrangeu os municípios de Duque de Caxias nos dias 29 e 30 de abril.
Essa ação tem como principal objetivo reforçar as políticas culturais na região, promovendo um diálogo mais estreito entre os trabalhadores da cultura e o Governo Federal. Durante a cerimônia de abertura, Tavares enfatizou a relevância da cultura para o desenvolvimento regional e a necessidade de descentralizar os investimentos em cultura. “Assim como existe o SUS da saúde, é crucial termos um Sistema Nacional de Cultura”, afirmou, defendendo a importância de um modelo que respeite o pacto federativo.
A inauguração do MAE-NI é considerada uma conquista histórica. “O primeiro museu público da Baixada Fluminense é algo que merece ser celebrado, pois representa a valorização da nossa identidade”, destacou Tavares, referindo-se ao projeto como resultado de uma colaboração entre o Governo Federal e a Prefeitura de Nova Iguaçu. Isso foi possível graças a iniciativas como a Política Nacional Aldir Blanc e o Pacto das Cidades Históricas, que visam viabilizar e preservar a cultura local.
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O município de Nova Iguaçu recebeu mais de R$ 4,9 milhões durante o segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc, além de novos repasses em março, que somaram R$ 4,8 milhões, com a expectativa de novos investimentos até 2026. Segundo Tavares, “mesmo que o museu seja gerido pela prefeitura, ele conta com o suporte financeiro do Governo Federal, tornando-se a âncora de um projeto cultural ainda mais amplo”.
A expectativa é que o MAE-NI funcione como um catalisador para novas iniciativas culturais e econômicas, fomentando a mobilidade de pessoas, reforçando a economia criativa e gerando novas oportunidades de emprego e renda na região. O museu também terá um enfoque educacional, com visitas escolares e atividades que promovem a formação cultural e histórica. “No Brasil, a cultura e a economia criativa são a principal fonte de renda para jovens entre 18 e 29 anos”, ressaltou o secretário-executivo.
A importância do museu para a comunidade
Além do reconhecimento das autoridades locais, o novo museu foi amplamente elogiado pela comunidade. O prefeito de Nova Iguaçu, Dudu Reina, declarou que o MAE-NI simboliza um renascimento da memória coletiva da cidade. “Este museu representa o reencontro com a nossa história e é um espaço de pertencimento para todos nós”, celebrou. O secretário municipal de Cultura, Marcus Monteiro, destacou o caráter inovador do projeto. “Estamos inaugurando o quarto museu de arqueologia e etnologia do Brasil, demonstrando um trabalho dedicado à reconstrução da vila colonial e à valorização de nossas raízes”, acrescentou.
Localizado em um território com uma rica diversidade cultural e histórica, o Museu de Arqueologia e Etnologia de Nova Iguaçu surge como um símbolo da cultura na Baixada Fluminense, alinhando-se à diretriz do Ministério da Cultura de ampliar o acesso às políticas públicas e reconhecer o potencial cultural de cada região do país.

