Reforma Tributária e o Desenvolvimento Regional em Pernambuco
A reforma tributária em discussão no Brasil promete simplificar o sistema fiscal, mas seu impacto no desenvolvimento regional requer atenção especial. Para Pernambuco e outros estados do Nordeste, o grande desafio é garantir que as mudanças não prejudiquem a atração de investimentos, respeitando as diversidades econômicas locais que influenciam diretamente a competitividade.
Desafios das Regiões Pernambucanas na Nova Estrutura Fiscal
Durante a 13ª Frente das Rotas para o Desenvolvimento de Pernambuco até 2035, especialistas destacaram a importância de considerar as diferenças entre as regiões do estado. A Região Metropolitana, o Agreste, a Zona da Mata e os Sertões apresentam assimetrias significativas que precisam ser levadas em conta no planejamento tributário para evitar desequilíbrios econômicos.
Historicamente, Pernambuco e o Nordeste enfrentam limitações em infraestrutura, logística e capacidade de atração de capitais. Por isso, é fundamental que a reforma preserve incentivos a setores produtivos, tecnológicos e logísticos, especialmente nas áreas mais vulneráveis, para fomentar a transformação econômica.
Leia também: Advogado de Pernambuco lança livro que redefine o futuro econômico regional sem benefícios fiscais
Leia também: Pernambuco 2027: os 4 desafios econômicos que o próximo governador precisa enfrentar
Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional e Critérios de Repasse
Um ponto central para minimizar os efeitos da reforma é a definição das regras para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR). As propostas atuais sugerem que a distribuição dos recursos federais deve ir além da população, incorporando indicadores como renda per capita, vulnerabilidade socioeconômica, capacidade fiscal e déficits em infraestrutura.
Isso visa direcionar investimentos para áreas prioritárias, como saneamento básico e logística, onde os gargalos estruturais são mais evidentes, garantindo que os recursos alcancem os territórios que mais precisam.
Governança, Estabilidade e Inteligência Tributária
Para atrair investimentos privados de longo prazo, é essencial fortalecer a estabilidade regulatória e garantir previsibilidade. Entre as medidas propostas estão contratos territoriais de desenvolvimento entre União, estado e municípios, metas orçamentárias alinhadas à convergência regional e monitoramento contínuo dos impactos da reforma sobre renda e produtividade.
Em Pernambuco, a criação de um programa de inteligência tributária e competitividade, além de um observatório para acompanhar os efeitos da reforma, compõem a estratégia para transformar a transição fiscal em ganhos reais. O foco está em promover investimentos produtivos, aumentar a competitividade e reduzir desigualdades entre regiões.

