Capacitação Política Feminina pelo PL
O Partido Liberal (PL), sob a liderança de Michelle Bolsonaro, está promovendo um investimento significativo na capacitação de mulheres com o objetivo de reduzir a rejeição entre eleitoras e aumentar a presença feminina na política. O programa oferece uma formação abrangente que abrange autoconhecimento, estratégias eleitorais e práticas políticas. Iniciativas como o Projeto Alicerça Brasil e a inovadora “necessaire política” têm se mostrado eficazes para reforçar o engajamento feminino, enquanto o partido se empenha em apoiar candidaturas femininas competitivas ao Senado.
Disputar uma eleição pelo PL exige dedicação e preparação. As mulheres que optam por se candidatar pela legenda passam por um rigoroso processo de formação, que não apenas aborda estratégia eleitoral, mas também envolve o autoconhecimento e a preparação prática.
Uma Jornada Eleitoral Consciente
Coordenado pelo PL Mulher, sob a supervisão de Michelle Bolsonaro, o modelo de capacitação busca não somente aumentar a presença feminina, mas também atrair eleitoras que já demonstraram forte rejeição ao ex-presidente Jair Bolsonaro. As candidaturas são vistas como uma verdadeira “jornada eleitoral”, descrita em cartilhas que detalham desde o autoconhecimento até a disputa nas urnas. O objetivo é construir um caminho consciente e estruturado, e não meramente uma corrida eleitoral.
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Fonte: soupetrolina.com.br
O processo inicia com reflexões sobre propósito e viabilidade, incentivando as postulantes a avaliarem riscos, potencialidades e até a listarem os chamados “sacrifícios pessoais” que uma campanha pode exigir, sempre comparando esses desafios com os possíveis resultados. “Vale a pena? Tomara que sim!”, destaca um dos trechos das orientações.
Formação Abrangente e Inovadora
A formação inclui uma série de cursos, palestras e materiais didáticos, especialmente voltados para candidatas que estão enfrentando a primeira experiência eleitoral. Dentre os recursos oferecidos, destaca-se a “bússola” do PL Mulher, que considera a família como o “norte” da atuação política, fundamentando-se no princípio constitucional de que ela é a base da sociedade.
Neste ano, o PL Mulher, por exemplo, promoveu um treinamento com a renomada estrategista internacional María Irene, conhecida por sua atuação na formação de lideranças políticas e por seu trabalho em campanhas eleitorais em diversos países.
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Fonte: amapainforma.com.br
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Fonte: gpsbrasilia.com.br
Projeto Alicerça Brasil
Outro aspecto relevante desse processo é o Projeto Alicerça Brasil, que organiza grupos de 12 a 15 mulheres para reuniões periódicas. Essas participantes, carinhosamente chamadas de “alicerçadas”, seguem roteiros que incluem leitura, reflexão e, por fim, a etapa de “agir”, na qual propõem ações concretas para suas comunidades. Os encontros se encerram de forma empoderadora, com a coordenadora exclamando: “Edificando a nação”, e as participantes respondendo com entusiasmo: “Alicerçadas!”.
A Necessaire Política
Um formato inovador implementado é a “necessaire política”, que é distribuída em eventos e tem aparência de uma bolsa. O material contém orientações essenciais sobre comunicação, atuação institucional e organização de base, reforçando o engajamento das candidatas. Entre as diretrizes apresentadas, está a recomendação de avaliar o impacto das políticas públicas sobre a família.
A preparação das candidatas também abrange instruções sobre comportamento e imagem pública, abordando aspectos como vestimenta, postura e comunicação. Uma das premissas é que “roupas falam antes da sua voz” e, em certos momentos, o silêncio pode ser uma estratégia eficaz.
Um Contexto de Avanço Feminino
O movimento do PL ocorre em um contexto mais amplo de avanço de partidos de centro e direita na eleição de mulheres. Em 2024, essas siglas concentraram a maioria das prefeitas eleitas no país, com o MDB liderando com 129 mulheres eleitas, seguido por PSD (102), PP (89), União Brasil (88), PL (60) e Republicanos (51). O PT, por outro lado, elegeu 41 prefeitas, ficando atrás do PSB, que alcançou 51.
Para este ano, alguns dos nomes mais competitivos pelo PL incluem as deputadas federais Caroline de Toni, de Santa Catarina, e Bia Kicis, do Distrito Federal. Ambas estão na disputa por uma vaga no Senado e são vistas internamente como praticamente “eleitas”. Além disso, há uma expectativa em torno da candidatura de Michelle ao Senado, embora a decisão ainda esteja em aberto.

