Recuperação e destaque no cenário industrial pernambucano
A indústria de Pernambuco mostrou sinais claros de recuperação no curto prazo ao registrar um crescimento de 2,4% em maio de 2026 em comparação com abril, já considerando os ajustes sazonais. Esse desempenho foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) nesta sexta-feira (10). Embora a produção tenha recuado 0,9% em relação a maio de 2025, o resultado não compromete a trajetória positiva do setor no acumulado do ano.
Crescimento robusto no acumulado do ano e liderança regional
No período de janeiro a maio de 2026, a produção industrial pernambucana avançou 14,9% em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, superando de forma significativa o crescimento modesto de 0,6% registrado em toda a Região Nordeste. Além disso, o indicador referente aos últimos 12 meses revela uma expansão contínua de 7,6%, confirmando que o setor consegue sustentar o ritmo positivo em uma perspectiva mais ampla.
Setores impulsionadores da produção
Ao analisar os setores das indústrias de transformação, destaca-se a fabricação de produtos químicos, que apresentou um aumento expressivo de 32,5% frente a maio de 2025. Outro segmento importante foi o de produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos), que cresceu 19,1% no mesmo período. Também mostraram resultados positivos os ramos de celulose, papel e produtos de papel (4,7%), produtos alimentícios (3,5%) e borracha e material plástico (2,8%).
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Crescimento acumulado e setores em alta
Entre janeiro e maio, a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis quase dobrou sua produção, com alta de 99,5%. Outros setores que se destacaram foram a fabricação de outros equipamentos de transporte (exceto veículos automotores), com crescimento de 19,9%, a metalurgia, que avançou 18,2%, e os produtos químicos, com alta de 11,4%. No acumulado dos últimos 12 meses, o segmento de derivados do petróleo, coque e biocombustíveis manteve o ritmo de crescimento, atingindo 37,6%.
Setores com desempenho positivo e desafios
Além dos setores já citados, a metalurgia cresceu 7,3%, a fabricação de máquinas e aparelhos elétricos subiu 7,0%, veículos automotores avançaram 3,7%, e os produtos químicos, papel e celulose, além de borracha e plástico operaram em terreno positivo no balanço anual. Entretanto, algumas áreas enfrentam queda, como produtos alimentícios (-0,2%), bebidas (-0,9%), minerais não metálicos (-2,8%), outros equipamentos de transporte (-15,8%) e produtos de metal, que sofreu a maior retração de 16,2% no período de 12 meses.

