Merino garante vaga da Espanha na semifinal da Copa do Mundo
Mikel Merino se tornou peça fundamental para a seleção espanhola na Copa do Mundo, mesmo com poucos minutos em campo. Contra Portugal, entrou por cinco minutos e marcou o gol da vitória por 1 a 0, garantindo a Espanha nas quartas de final. Na sequência, diante da Bélgica, sua participação foi ainda mais curta — apenas quatro minutos —, mas o resultado foi o mesmo: gol decisivo para o triunfo por 2 a 1 e passagem às semifinais, onde o adversário será a França.
Trajetória e desempenho nos clubes
Com 30 anos, Merino não é titular fixo nem no Arsenal, seu clube atual em Londres, nem na própria seleção espanhola. Apesar disso, já viveu momentos marcantes pelos Gunners, como o gol que fechou a vitória histórica por 3 a 0 sobre o Real Madrid na Champions League da temporada 2024/2025. Contudo, é defendendo a camisa da Espanha que ele demonstra maior influência decisiva.
Durante as Eliminatórias para a Copa, Merino já havia mostrado seu faro de gol, marcando duas vezes na goleada por 4 a 0 sobre a Bulgária e um gol no primeiro turno contra o mesmo adversário. Além disso, anotou um hat-trick no 6 a 0 diante da Turquia, evidenciando sua importância para a equipe.
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Fonte: joinews.com.br
Nos clubes, seus números são mais modestos. Pelo Arsenal, são 15 gols e oito assistências em 78 partidas. No Real Sociedad, onde passou a maior parte da carreira, somou 27 gols e 30 assistências em 242 jogos. Também atuou pelo Osasuna, com oito gols e cinco assistências em 67 jogos, e pelo Newcastle, onde marcou uma vez em 25 partidas. Ainda teve breve passagem pelo Borussia Dortmund, com nove jogos e nenhuma participação direta em gols.
Superação e identidade cultural
Merino quase ficou fora da Copa do Mundo devido a uma fratura por estresse no pé direito, sofrida em janeiro. Passou por cirurgia e ficou quatro meses em recuperação, retornando a tempo de ajudar a Espanha na competição.
O jogador tem forte ligação com Pamplona, sua cidade natal, famosa pelas festas de San Fermín, que acontecem em julho e incluem os tradicionais encierros com touros pelas ruas estreitas. Em uma demonstração dessa conexão cultural, Merino apareceu com o lenço vermelho de San Fermín ao conceder entrevista após o jogo contra Portugal. Por isso, os torcedores espanhóis o apelidaram de “Colhões de Touro”.
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Fonte: amapainforma.com.br
Outra marca pessoal é sua comemoração ao redor da bandeira de escanteio, uma homenagem ao pai, Ángel Merino. A celebração foi inspirada em uma história contada por Mikel, onde seu pai dedicou um gol à avó, dando a volta na bandeira após marcar. Ángel, que teve carreira mais modesta e nunca vestiu a camisa da seleção, foi importante em clubes como Osasuna e Celta de Vigo.

