Pernambuco se destaca no crescimento industrial nacional
Em julho, Pernambuco consolidou sua posição como líder do avanço industrial no Brasil, com a indústria de transformação crescendo 16,5% em relação ao mesmo mês de 2025. Esse desempenho garantiu ao Estado o primeiro lugar no crescimento industrial pelo sétimo mês consecutivo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, o setor de serviços pernambucano voltou a apresentar crescimento, com alta de 0,3% frente a junho, superando a estagnação nacional, que ficou em 0,0%.
O reflexo desses resultados já aparece no mercado de trabalho local. A indústria pernambucana gerou 916 empregos formais em julho, contribuindo para a dinamização da economia regional. No acumulado dos últimos 12 meses até julho, o crescimento da indústria de transformação do Estado alcançou 10%, muito acima do segundo colocado, Rio Grande do Sul, que obteve crescimento de 3,6% no período.
Setor de serviços reage após queda e impulsiona economia
O setor de serviços em Pernambuco interrompeu uma sequência de dois meses consecutivos de queda, impulsionado principalmente pelas áreas profissionais, administrativas e complementares, que avançaram 3,4%, e por outros serviços, que cresceram 5,3%. Na comparação entre julho de 2026 e julho de 2025, Pernambuco foi o único estado do Nordeste a registrar resultado positivo no setor, com alta de 1,2%.
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Esses indicadores indicam a retomada da atividade econômica local, com o setor de serviços pernambucano mantendo-se 6,1% acima da média de 2022, ano-base do indicador do IBGE. Para a secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Jar Souto, esses números confirmam que o Estado vive um momento positivo, com a liderança nacional na indústria de transformação e a recuperação dos serviços acima do desempenho nacional.
Refino de petróleo impulsiona vagas e produção industrial
O desempenho industrial do Estado tem como principal motor o setor de refino de petróleo e biocombustíveis, que acumulou alta de 86,4% entre janeiro e julho. Esse crescimento é puxado especialmente pela Refinaria Abreu e Lima (RNEST), localizada em Ipojuca, que tem ganhado relevância crescente na produção industrial pernambucana.
O avanço da indústria impactou diretamente na geração de empregos. Segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), 916 empregos formais foram criados na indústria em julho, sendo 798 somente no segmento de transformação – quase metade (48,6%) das vagas abertas no Estado no mês.
Perspectivas positivas para agosto com recordes na RNEST
Os sinais para o mês de agosto indicam continuidade na tendência de crescimento. A RNEST registrou recorde histórico de processamento em sua Unidade de Coqueamento Retardado, com média diária de 10.888 metros cúbicos, além de recordes na produção de nafta petroquímica, gás liquefeito de petróleo e coque verde. Considerando o peso do refino na indústria pernambucana, esses resultados devem se refletir nas próximas pesquisas do IBGE, indicando estabilidade e expansão da economia local.

