Inovação que ultrapassa os muros das escolas
Estudantes de Pernambuco estão entre os semifinalistas do programa global Solve for Tomorrow Brasil, iniciativa da Samsung que incentiva o uso de ciência, tecnologia, engenharia e matemática para criar soluções voltadas a problemas reais em saúde, saneamento, água, sustentabilidade e educação. Nesta 13ª edição, 11 equipes do Nordeste se destacam entre as 30 semifinalistas, com três escolas pernambucanas participando: a Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Gil Rodrigues, em Vertentes; a Escola Técnica Estadual (ETE) Professor Paulo Freire, em Carnaíba; e a Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Aura Sampaio Parente Muniz, em Salgueiro.
Projetos que conectam ciência e comunidade
Os estudantes desenvolvem propostas que partem de desafios locais, demonstrando como a aplicação prática da ciência pode gerar impacto direto. Entre as iniciativas, destacam-se o uso de inteligência artificial para monitoramento e controle do Aedes aegypti, soluções para tratamento de água e saneamento, além da criação de materiais sustentáveis a partir de resíduos agroindustriais. “O Nordeste sempre teve uma presença forte no Solve for Tomorrow Brasil, o que evidencia a capacidade dos estudantes de transformar os desafios da sua região em oportunidades de aprendizado e inovação”, afirma Helvio Kanamaru, diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina.
Mentoria STEM impulsiona o desenvolvimento dos projetos
A etapa atual do programa, que segue até o dia 2 de outubro, inclui uma mentoria baseada na abordagem STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática), com profissionais experientes auxiliando alunos e professores a aprimorar seus protótipos, identificar pontos fortes e fragilidades, além de estimular a reflexão crítica sobre os projetos. Beatriz Cortese, diretora executiva do Cenpec, destaca que essa mentoria amplia as possibilidades de aprendizagem e contribui para o fortalecimento da pesquisa científica nas escolas.
Leia também: Governo Federal Estende Convênio de Ciência e Tecnologia com Maranhão Até 2027
Fonte: novaimperatriz.com.br
Leia também: Uberaba inaugura AciuLab, novo polo tecnológico que impulsiona inovação e empreendedorismo
Fonte: triangulodeminas.com.br
De resíduo agroindustrial a material sustentável em Vertentes
No Agreste pernambucano, os estudantes da EREM Gil Rodrigues criaram o projeto “Pavers Sustentáveis a partir da Casca de Castanha de Caju”, que transforma a casca da castanha, um resíduo tóxico, em blocos de pavimentação para calçadas e espaços comunitários. Sob orientação do professor João Paulo, Ana Clara Tomás Bezerra, Jarson Gabriel da Silva Vieira e João Ryan Andrade Deniz desenvolveram uma solução que alia sustentabilidade e economia local. O descarte irregular da casca contamina o solo, mas o projeto busca reutilizar esse material e valorizar a cultura local da castanha, que envolve cerca de 2 mil trabalhadores na região. A iniciativa gerou até um Projeto de Lei encaminhado à Câmara Municipal para apoiar sua implementação.
Monitoramento acessível da qualidade da água em Carnaíba
Na ETE Professor Paulo Freire, estudantes criaram o “Sertanino: Uma solução natural para um direito essencial”, uma pastilha bioindicadora feita com extratos de plantas nativas da Caatinga, como jurema-preta e catingueira. Essa pastilha muda de cor ao entrar em contato com água contaminada, indicando, de forma simples e econômica, se a água é própria para consumo. Orientados pelo professor Gustavo Bezerra, Matheus Gonçalves Lacerda, Jamilly Gadelha da Silva e Leandra Viviane Marques Lins desenvolveram o projeto que pode beneficiar comunidades rurais afastadas de laboratórios, reduzindo custos e democratizando o acesso ao monitoramento da água. Entretanto, o avanço depende de apoio governamental e parcerias para acesso a equipamentos de análise mais precisos.
Combate ao Aedes aegypti com inteligência artificial e recursos naturais em Salgueiro
Na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Aura Sampaio Parente Muniz, estudantes criaram o projeto “Bioinovação e IA no Controle Sustentável do Aedes aegypti”. A iniciativa combina armadilhas inteligentes, larvicidas extraídos de plantas da Caatinga, georreferenciamento e inteligência artificial para mapear áreas críticas e orientar ações preventivas contra o mosquito transmissor da dengue. Sob a coordenação da professora Uanne Freire, Allana Lohany Barros Lins, Júlia Nascimento de Sá, Francisco Eduardo Moura Alves e João Adailton Rocha Leite Filho desenvolveram um sistema que alia tecnologia e recursos naturais para enfrentar a alta incidência de arboviroses na região. A mentoria tem contribuído para incorporar sensores e placas de Arduino, ampliando o alcance e a eficácia do projeto, que também envolve a comunidade escolar e busca parcerias científicas locais.
Leia também: Goiás se destaca e vira referência em educação, saúde e segurança no debate eleitoral do DF
Fonte: olhardanoticia.com.br
Esses projetos destacam o potencial transformador da ciência e da tecnologia quando aplicados a problemas concretos das comunidades. O Solve for Tomorrow Brasil reforça a importância de apoiar estudantes e escolas públicas na construção de soluções inovadoras, acessíveis e sustentáveis, que podem melhorar a qualidade de vida e fortalecer o desenvolvimento regional.

