A cultura nordestina ganha destaque no Rock in Rio
Uma bandeira de Pernambuco tremulava no Espaço Favela, anunciando o tom do sábado (12) na Cidade do Rock. O Rock in Rio, tradicionalmente conhecido pelo rock, abriu espaço para manifestações culturais nordestinas, com apresentações que celebraram o brega, o forró, o frevo e o maracatu. Priscila Senna e João Gomes foram os nomes que protagonizaram essa presença pernambucana, levando para os palcos do festival ritmos e histórias que carregam a identidade do Nordeste.
Priscila Senna e o brega pernambucano em evidência
Priscila Senna fez sua estreia no Rock in Rio apresentando o brega pernambucano, gênero que por muito tempo enfrentou preconceitos e ficou distante dos grandes festivais. No Espaço Favela, seu show “No Alto da Minha História” revisitou sua trajetória, desde Águas Compridas, em Olinda, até o palco de um dos maiores eventos musicais do país. A cantora encontrou um público receptivo, que cantou e dançou junto, transformando o espaço em uma celebração do brega.
Durante a apresentação, a reportagem da Agência de Notícias das Favelas (ANF) encontrou fãs pernambucanos que viajaram especialmente para acompanhar o show. Com a bandeira do estado em mãos, eles reforçaram a conexão entre palco e plateia, evidenciando o reconhecimento do gênero e de sua importância cultural.
Antes de subir ao palco, Priscila ressaltou que sua participação representava mais do que sua carreira: tratava-se de abrir caminhos para o brega e para artistas das periferias nordestinas nos grandes festivais nacionais. Essa conquista ressoa para muitos que veem no festival uma oportunidade de visibilidade e valorização.
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O cortejo cultural que levou Pernambuco ao Sunset
Mais tarde, a presença pernambucana ganhou outra dimensão no Palco Sunset com João Gomes. Antes de sua apresentação “João Gomes & Orquestra Brasileira”, um cortejo percorreu a Cidade do Rock, trazendo frevo, maracatu, pernas de pau e bonecos gigantes típicos de Olinda ao ambiente do festival.
O desfile reuniu ícones da cultura popular pernambucana, como o Galo da Madrugada, o Homem da Meia-Noite, a Embaixada dos Bonecos Gigantes, o Boi da Macuca com a Orquestra do Maestro Oséas, além dos grupos Rio Maracatu e Maracatu de Baque Solto Piaba de Ouro. Entre os bonecos estavam representações de Luiz Gonzaga e Chico Science, figuras fundamentais da música nordestina.
O cortejo chamou a atenção dos visitantes, que registraram o momento com seus celulares, enquanto o frevo e o maracatu se espalhavam pela Cidade do Rock até o Sunset. A atmosfera se transformou, trazendo para o festival a riqueza das manifestações culturais de Pernambuco.
João Gomes e a força do forró e piseiro no Rock in Rio
No palco, João Gomes foi recebido com entusiasmo pelo público, que cantou em coro sucessos como “Eu Tenho a Senha”. A musicalidade nordestina dominou a cena, com o forró e o piseiro ganhando espaço, além de referências ao frevo com a participação especial do Maestro Spok.
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Os shows de Priscila Senna e João Gomes mostraram que a diversidade do Rock in Rio vai além dos gêneros tradicionais, incorporando as vozes e ritmos que nasceram no Nordeste e que contribuem para a multiplicidade cultural do país. A presença do brega, do forró, do frevo e do maracatu no festival reforça a importância da representatividade e da circulação dessas expressões em eventos de grande porte.
Representatividade e circulação cultural em evidência
O sábado no Rock in Rio deixou claro que o festival é palco para uma pluralidade de ritmos e identidades. A cultura popular nordestina, representada por artistas e grupos de Pernambuco, mostrou sua força para um público diversificado, ampliando o conceito do que pode ser celebrado na Cidade do Rock.
Essa presença tem significado para quem acompanha esses gêneros de perto e para quem os descobre em um evento desse porte. A experiência aproxima territórios, públicos e histórias que nem sempre tiveram espaço em grandes festivais, fortalecendo a circulação cultural e o reconhecimento dos artistas e manifestações do Nordeste.
O destaque dado pela Agência de Notícias das Favelas (ANF) a esses momentos reforça a importância da diversidade musical e cultural dentro do Rock in Rio, mostrando como a cultura popular pode ocupar espaço e dialogar com diferentes públicos, ampliando o alcance e o significado do festival.

