FNE destina R$ 7,2 bilhões para Pernambuco em 2027
Empreendedores pernambucanos terão acesso a até R$ 7,2 bilhões em financiamentos no próximo ano, graças aos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Esse montante foi anunciado em um evento realizado na Superintendência Estadual do Banco do Nordeste, com a participação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), representantes do setor produtivo e autoridades das esferas federal, estadual e municipal.
Distribuição dos recursos por setores econômicos
A maior parcela, R$ 1,7 bilhão, será destinada a projetos de infraestrutura, área estratégica para o desenvolvimento regional. Comércio, serviços e pecuária receberão R$ 1,5 bilhão cada, enquanto a indústria terá R$ 1,3 bilhão para investir em expansão e modernização. O setor agrícola contará com R$ 847 milhões, e o turismo terá R$ 214,6 milhões disponíveis. Adicionalmente, R$ 20 milhões serão direcionados a pessoas físicas, ampliando o alcance dos financiamentos.
Diretrizes e impacto dos financiamentos para 2027
Os valores foram definidos pelo Conselho Deliberativo da Sudene, que ajusta a oferta de crédito às características econômicas e regionais dos estados atendidos pela autarquia. Segundo Pabllo Brandão, coordenador-geral de Gestão Institucional da Sudene, a entidade acompanha todo o processo durante o ano, garantindo que os recursos sejam aplicados de forma equilibrada entre territórios e setores.
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Hugo Queiroz, superintendente estadual do Banco do Nordeste, ressaltou que o FNE é o principal instrumento de financiamento para o desenvolvimento econômico do Nordeste, facilitando o acesso ao crédito para pequenos empreendedores e oferecendo linhas diversificadas para atender diferentes demandas.
Para 2027, o Fundo terá R$ 61 bilhões para fomentar atividades produtivas na área de abrangência da Sudene, um aumento de 16% em relação ao ano anterior. Desse total, 62% serão destinados a empreendedores de portes mini, micro, pequeno e pequeno-médio. As regras também definem limites de participação por estado, variando entre 5% e 30%, e reservam 35% do orçamento para o setor de infraestrutura. No Semiárido, pelo menos metade dos recursos do FNE deve ser aplicada, reforçando o compromisso com essa região.

